Você não herda o câncer, herda o risco: entenda a síndrome de Li-Fraumeni, diagnosticada em Isabel Teixeira
Destaques20/10/2026 às 06:00
]]> Isabel Teixeira revela diagnóstico de síndrome genética que aumenta risco de câncer A descoberta de uma alteração genética hereditária levou a atriz Isabel Teixeira a mudar hábitos de vida, realizar cirurgias preventivas e ampliar o acompanhamento médico. A artista foi diagnosticada com a síndrome de Li-Fraumeni, uma condição rara causada por uma mutação no gene TP53, que aumenta significativamente o risco de desenvolver diferentes tipos de câncer ao longo da vida. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, quem herda a síndrome não recebe um diagnóstico de câncer. O que é transmitido entre gerações é uma predisposição genética. "Você não herda câncer e você não herda uma certeza. Você herda um risco", resume a médica Maria Isabel, que há mais de 30 anos estuda a doença. A síndrome de Li-Fraumeni é provocada por alterações no gene TP53, conhecido pelos especialistas como o "guardião" do organismo. Ele é responsável pela produção de uma proteína que identifica e corrige falhas durante a divisão celular. Quando esse mecanismo deixa de funcionar adequadamente, aumenta a possibilidade de surgirem células malignas e, consequentemente, tumores. No caso de Isabel Teixeira, o alerta veio do histórico familiar. A mãe da atriz morreu em 2006 vítima de câncer. Um ano antes, ela já havia perdido a avó para a doença. Diante dessa sucessão de casos, decidiu investigar a possibilidade de existir uma causa genética por trás da repetição dos diagnósticos na família. "Num primeiro momento, eu fiquei sem chão", relembrou a atriz sobre o momento em que recebeu o resultado do teste genético. Casos em uma mesma família A síndrome pode atravessar gerações. Foi o que aconteceu na família apresentada na reportagem, em que uma mulher, a filha e o neto carregam a mesma alteração genética. A característica hereditária da condição faz com que o acompanhamento familiar seja uma das principais estratégias para identificar precocemente pessoas em risco. Depois de descobrir a mutação, Isabel Teixeira também precisou enfrentar uma nova preocupação: saber se os filhos haviam herdado a alteração genética. O resultado mostrou que o filho não possui a síndrome, mas a filha recebeu o mesmo…
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