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Jovem Rio News

Fatores de risco subestimados tornam o AVC em mulheres ainda mais perigoso

Destaques 20/10/2026 às 06:00
Fatores de risco subestimados tornam o AVC em mulheres ainda mais perigoso
]]> O XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia (Neuro 2026), realizado entre 7 e 10 de outubro, tinha tantos painéis simultâneos que eu precisaria de vários clones para assistir a todas as apresentações. Mesmo sendo uma só, tenho bastante para contar nas próximas colunas, e começo por um assunto que me cativou assim que pus os olhos no programa: a saúde do cérebro feminino. Coube à médica Letícia Januzi de Almeida Rocha, neurologista do Hospital Universitário da Universidade Federal de Alagoas (HUPAA-UFAL) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de AVC, mostrar como o acidente vascular cerebral – popularmente conhecido como derrame – afeta as mulheres e quais são os fatores de risco que ainda passam despercebidos. Fatores de risco subestimados tornam o AVC em mulheres ainda mais perigoso Age without limits “Quando se trata do AVC, homens e mulheres diferem bastante. Há fatores sexuais específicos da trajetória feminina, como as alterações hormonais e a reprodução, que criam diversos tipos de exposição. Até os sintomas de um acidente vascular cerebral às vezes vêm acompanhados de queixas atípicas quando o paciente é mulher: fraqueza generalizada, confusão mental, dor de cabeça ou enxaqueca, o que contribui para a demora no atendimento”, afirmou. A neurologista explicou que cada etapa da vida feminina traz mudanças tão significativas que nenhuma delas pode ser deixada de lado numa consulta para avaliar o chamado fenótipo vascular. A expressão se refere às características dos vasos sanguíneos de um indivíduo, que são determinadas pela interação entre os seus genes e o ambiente. Vejamos como isso ocorre: Puberdade: quando a primeira menstruação, ou menarca, é precoce (antes dos 9 anos) ou tardia (quando não há qualquer sinal de mamas ou pelos até os 13 anos, ou nenhuma menstruação até os 15 anos), já funciona como um alerta para o futuro. Método contraceptivo usado em idade fértil: o perigo está mais fortemente associado àqueles com alta dose de estrogênio, principalmente se consumidos por mulheres acima dos 35 anos que somam outros fatores de risco, como tabagismo, hipertensão e enxaqueca com aura. Gravidez: essa é uma fase com alterações hemodinâmicas…
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