O líder de seita apocalíptica que deixou quase 200 crianças morrerem de fome
Destaques20/10/2026 às 06:00
]]> Seita religiosa deixa mortos no Quênia Importante: esta reportagem contém detalhes que podem ser perturbadores para alguns leitores. O líder de uma seita apocalíptica queniana, Paul Mackenzie, foi considerado culpado pelo assassinato de 191 pessoas. Todas elas, exceto uma, eram crianças. Mackenzie ordenou que os membros da sua seita deixassem seus filhos passarem fome até a morte, para poderem "encontrar Jesus". Sua doutrina proibia a educação e afirmava que a medicina moderna era "maligna". Outros 28 líderes da seita também foram condenados por assassinato. Todos eles haviam se declarado inocentes e defenderam repetidamente que ninguém havia sido forçado a morrer. Ao emitir seu julgamento por oito horas na cidade portuária de Mombasa, no Quênia, a juíza Diana Mochache afirmou que os seguidores de Mackenzie acreditavam que ele fosse "porta-voz de Jesus". Um dos acusados declarou que Mackenzie havia dito aos seus seguidores que qualquer pessoa que "resistisse à ordem de jejuar deveria ser forçada a ir para o céu com socos e pontapés". Os sepultamentos no interior da floresta onde ficava a seita eram chamados de "casamentos". Os mortos "eram homenageados como tendo se casado com Jesus", segundo a juíza. Uma testemunha declarou que uma mulher grávida havia sido proibida de amamentar seu bebê recém-nascido, que morreu 12 dias depois. "Ela foi instruída a jejuar até a morte e seguir seus filhos", segundo a testemunha. O ex-chefe de segurança de Mackenzie, Enos Amanya Ngala, foi inicialmente acusado, mas fez um acordo de confissão e se tornou testemunha da promotoria. Mackenzie e outros líderes da seita também enfrentam vários outros processos judiciais, que incluem acusações de terrorismo, radicalização e negação de educação a crianças. Mas esta é a primeira vez em que o pastor enfrentou o veredito pelas acusações mais sérias de assassinato. Ele deve receber sua sentença no dia 6 de novembro. Paul Mackenzie, líder de culto no Quênia, comparece ao tribunal REUTERS/Stringer Mackenzie foi preso em 2023, após a descoberta de mais de 400 corpos em covas rasas na floresta de Shakahola, perto do litoral queniano, onde ele liderava seus seguidores vindos de todo o país.…
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