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Superquarta: Brasil deve cortar juros, e EUA, subir; entenda o que isso muda para seu bolso

economia 16/09/2026 às 03:00
Superquarta: Brasil deve cortar juros, e EUA, subir; entenda o que isso muda para seu bolso
]]> Superquarta: Brasil deve cortar juros A chamada “Superquarta” desta semana terá uma particularidade: os dois principais bancos centrais envolvidos devem caminhar em sentidos opostos nos juros. No Brasil, o Copom deve cortar a Selic de 14% para 13,75%, segundo as projeções de mercado. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, deve voltar a aumentar os juros, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A aposta de que o Fed vai elevar os juros disparou a 92,5%, segundo o FedWatch Tool, ferramenta que mede as expectativas dos investidores para as decisões do banco central americano. 🔎 A probabilidade ganhou força após discursos mais duros de dirigentes do Fed, entre eles o presidente Kevin Warsh, que sugeriu que o banco central americano pode precisar aumentar os juros para conter a inflação. A alta do petróleo para mais de US$ 100 o barril, em meio ao conflito entre EUA e Irã, também reforçou essa expectativa. O motivo é a inflação americana, que insiste em ficar acima do que o Fed considera confortável: 3,4% em 12 meses, longe da meta de 2%. A atividade econômica, por sua vez, perdeu fôlego — cresceu 0,4% no segundo trimestre, ante os três meses anteriores. No Brasil, os números são parecidos, mas o significado é outro. A inflação em 12 meses está em 4,22%, ainda dentro da margem de tolerância da meta do BC, e a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre, uma desaceleração contra os 1,1% registrados nos três meses anteriores. Como a alta dos juros americanos já é esperada, ela deve ter pouco impacto imediato nos mercados. O que importa agora é saber se será o início de uma sequência de altas ou um movimento isolado. A resposta ajuda a entender como a decisão do Fed pode chegar ao bolso do brasileiro — pelo dólar, pelo crédito e por outros caminhos que o g1 explica a seguir. Efeito não aparece na hora, mas vem depois A decisão do Fed pode chegar ao Brasil por diferentes caminhos, mas dois deles afetam mais diretamente o dia a dia: o dólar e o crédito. Os efeitos, porém, não costumam aparecer de imediato. Fernando Benavenuto, especialista em investimentos e sócio-fundador da Anvex…
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