Especialistas de EUA e China propõem para IA ações de segurança semelhantes às do setor nuclear
economia17/09/2026 às 15:57
]]> Vale do Silício X Shenzhen: as cidades que viraram polos da disputa tecnológica entre China-EUA Reprodução/TV Globo Um sistema de inteligência artificial que interfira na rede de comando nuclear ou lance uma operação militar digital pode deixar Washington ou Pequim com apenas alguns minutos para decidir se o outro governo foi responsável pelo ataque, segundo especialistas em segurança dos EUA e da China. Os especialistas, que participam de um diálogo entre EUA e China e ajudam a orientar discussões oficiais, recomendam que os dois governos se preparem para esses cenários, em meio a preocupações crescentes com sistemas cada vez mais poderosos e autônomos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As propostas incluem limites rígidos para sistemas nucleares, controle humano sobre ataques digitais de grande impacto e uma linha direta para incidentes envolvendo IA autônoma. As recomendações foram publicadas na semana passada, antes das negociações sobre IA previstas em nível governamental e de uma reunião marcada para 24 de setembro, em Washington, entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping. Agora no g1 Melanie Sisson, pesquisadora sênior da Brookings Institution, e Tianjiao Jiang, professor associado da Universidade de Fudan, participaram do diálogo EUA-China sobre IA e segurança nacional, promovido desde 2019 pela Brookings e pelo Centro de Segurança e Estratégia Internacional da Universidade de Tsinghua. As propostas mostram que a rivalidade entre EUA e China em IA vai além da disputa por chips e modelos avançados. Ela também abrange temas há muito associados ao controle de armas, como evitar que acidentes sejam confundidos com ataques, limitar decisões militares tomadas por máquinas e estabelecer protocolos de comunicação entre rivais com armas nucleares quando a tecnologia se comporta de forma inesperada. O ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, escreveu nesta semana, em um veículo de comunicação do governo, que a IA "transforma fundamentalmente a forma da luta militar". Segundo ele, a tecnologia deixou de ter um papel coadjuvante no campo de batalha e passou a ocupar uma posição…
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