Bolsa Família maior antes da eleição: economistas questionam 'timing' e risco às contas públicas
economia17/09/2026 às 19:00
]]> Cadastro do Bolsa Família e BPC para quem mora sozinho pode ser atualizado sem visita em casa em Salvador Governo Federal O reajuste do Bolsa Família, anunciado nesta quinta-feira (17) pelo governo federal, foi recebido com ressalvas por economistas. Apesar de o aumento ser considerado compatível com a reposição da inflação acumulada no período, especialistas consultados pelo g1 questionam o momento escolhido para o anúncio e alertam para possíveis impactos sobre as contas públicas, a inflação e os juros nos próximos anos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O reajuste começa a valer no próximo mês e eleva o valor mínimo do programa de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio, segundo o Ministério do Planejamento, passa de R$ 675 para R$ 777. “A primeira coisa é que não podemos deixar de considerar que faz tempo que não há reajuste. O problema é que isso está sendo feito às vésperas das eleições, então fica difícil não interpretar o movimento como eleitoreiro”, diz o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo. Agora no g1 O anúncio acontece a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é candidato à reeleição no pleito. Segundo o governo, o reajuste de 15% recompõe parte da perda de poder de compra provocada pela inflação acumulada desde 2023. Até agosto deste ano, a alta dos preços no período chegou a 17%. A equipe econômica nega que a decisão tenha motivação eleitoral. “O reajuste, em si, é justo. O problema é o momento”, avalia o professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), José Luis Oreiro. Ele destaca, no entanto, que essa movimentação não é novidade. “Em 2022, na campanha, aconteceu o mesmo. Isso revela uma deterioração das instituições brasileiras, com decisões que deveriam ser técnicas e automáticas virando instrumento de calendário eleitoral”, completa. O que aconteceu em 2022? O último aumento do benefício havia sido feito em 2022, quando o programa ainda se chamava “Auxílio Brasil”. Até junho daquele ano, o valor médio registrado era de R$ 210, mas as famílias recebiam mais do que isso porque havia um complemento pago à parte,…
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