Nobel de Química 2026 vai para Henri Kagan e Kenso Soai pela descoberta sobre como moléculas 'escolhem' um lado
Destaques07/10/2026 às 09:45
]]> O francês Henri Kagan e o japonês Kenso Soai, vencedores do Nobel de Química de 2026. JONATHAN NACKSTRAND/AFP O francês Henri Kagan e o japonês Kenso Soai foram os ganhadores do Nobel de Química de 2026 pela descoberta de efeitos não lineares e da autocatálise na síntese orgânica assimétrica. Os cientistas dividirão o prêmio de 12 milhões de coroas suecas (R$ 6,2 milhões) concedido pela Assembleia do Nobel no Instituto Karolinska, da Suécia. A pesquisa laureada descobriu como reações químicas podem favorecer com que as moléculas a assumam uma determinada forma e ajudou a explicar a homoquiralidade (propriedade em que todas as moléculas quirais de possuírem uma imagem espelhada). Revelar como uma reação se comporta por dentro ajuda químicos a ajustar processos para obter só a versão útil de uma molécula. ➡️Isso significa remédios com menos impurezas e menor risco de efeitos indesejados, e o mesmo princípio orienta a produção de aromas, fragrâncias e defensivos agrícolas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça VEJA TAMBÉM: Agora no g1 Molécula pode 'escolher' um lado Algumas moléculas, como os aminoácidos, podem existir em duas formas que são imagens espelhadas uma da outra. É como acontece com as mãos: a mão direita e a esquerda têm os mesmos componentes, mas uma não pode ser perfeitamente sobreposta à outra. ➡️Na química, essa característica é chamada de quiralidade. Os seres vivos são, em sua maioria, homoquirais: embora os aminoácidos existam em duas versões, apenas uma delas é encontrada nas proteínas das nossas células. A outra é rara na natureza. Durante muito tempo, os químicos não sabiam explicar como essa preferência por apenas uma das duas formas poderia surgir. O problema ficava ainda mais evidente nos experimentos de laboratório. Quando uma reação química era capaz de produzir as duas versões espelhadas de uma molécula, normalmente eram obtidas quantidades iguais das duas. Ou seja, não havia uma preferência por um dos lados. Essa questão é importante porque, quando os químicos desenvolvem moléculas que vão interagir com organismos vivos — como medicamentos — as duas versões de uma mesma molécula podem ter efeitos…
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