União reconhece situação de emergência em Arapemã por avanço das 'terras caídas'
Destaques07/10/2026 às 11:00
]]> Arapemã obtém reconhecimento federal de situação de emergência e apoio a afetados O avanço das chamadas “terras caídas”, fenômeno que há anos provoca o desmoronamento e o recuo das margens do rio na comunidade quilombola do Arapemã, em Santarém, no oeste do Pará, ganhou nesta terça-feira (6) o reconhecimento oficial do Governo Federal. A Defesa Civil Nacional reconheceu a situação de emergência no município em razão de erosão de margem fluvial, após a Prefeitura de Santarém decretar emergência na área em setembro. A medida foi publicada no Diário Oficial da União, por meio da Portaria nº 3.395, de 5 de outubro de 2026, assinada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. O reconhecimento federal considera o desastre classificado como Erosão de Margem Fluvial – COBRADE 1.1.4.2.0 e está relacionado ao decreto municipal nº 736/2026, publicado em 16 de setembro. Com a decisão, Santarém passa a ter reconhecida oficialmente, em âmbito federal, a situação de emergência provocada pelo avanço da erosão na região do Arapemã. Fenômeno de terras caídas ameaça moradias no quilombo Arapemã, em Santarém-PA Defesa Civil de Santarém/Divulgação O problema, no entanto, não começou agora. Segundo o decreto municipal, o processo erosivo ocorre de forma contínua desde 2022 e vem provocando o recuo das margens, o solapamento do terreno e a perda progressiva de áreas utilizadas pela comunidade. Uma vistoria realizada pela Defesa Civil Municipal em 4 de setembro constatou que o processo continua ativo e apresenta evolução. Na comunidade quilombola do Arapemã, localizada na região de Urucurituba, em área de várzea, a erosão já provocou perdas em áreas de cultivo, pastagens e caminhos internos. O risco também alcança moradias instaladas próximas às margens instáveis. Um estudo realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), no âmbito de um processo judicial que tramita na Justiça Federal, identificou três setores classificados como de risco alto e muito alto na comunidade. Nessas áreas estão aproximadamente 66 moradias e cerca de 300 pessoas, que permanecem expostas à possibilidade de perda de solo e ao…
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