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Jovem morto pela PM com 27 tiros em Moema já havia sido agredido por policiais em outras abordagens, diz advogada

Destaques 13/10/2026 às 05:00
Jovem morto pela PM com 27 tiros em Moema já havia sido agredido por policiais em outras abordagens, diz advogada
]]> Jovem morto em Moema com 27 tiros é velado em SP Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, já havia sido abordado de forma violenta por policiais militares em outras ocasiões nas ruas de Moema, na Zona Sul de São Paulo, bairro onde morava, segundo a advogada que representa a família do jovem. Ele foi morto durante uma ocorrência policial na madrugada de sábado (10) após ter o celular confudido com uma arma. “Não é a primeira vez que isso acontece e não é a primeira vez que tem uma abordagem agressiva. Ele já foi agredido pela Polícia Militar antes”, afirmou a advogada Ana Facíllia Meira, que representa os familiares. Segundo a defesa, a família relata que as abordagens anteriores eram, muitas vezes, infundadas. Os parentes acreditam que Gustavo era considerado suspeito por ser um homem negro e jovem, embora morasse na região. Gustavo Munis de Santana foi morto com 27 tiros disparado por policiais militares em SP. Reprodução Em nota, a advogada classifica a ação policial que resultou na morte do rapaz como violenta e desproporcional. A defesa afirmou que acompanha o inquérito e que está tomando medidas para preservar provas que possam contribuir para a investigação. Segundo o boletim de ocorrência, quatro policiais militares dispararam 45 vezes contra ele. Gustavo foi atingido por pelo menos 27 tiros. Os quatro agentes foram afastados das atividades operacionais. No dia da ocorrência, os policiais afirmaram que foram a um chamado sobre um homem que estaria transtornado e ameaçando tirar a própria vida. A perícia recolheu 44 cápsulas de munição no local. A advogada afirmou que Gustavo fazia tratamento psiquiátrico para depressão e tomava medicamentos antidepressivos. Segundo ela, porém, o tratamento não estava relacionado a episódios anteriores de tentativa de suicídio ou automutilação. “Era um tratamento depressivo que não envolvia nenhum tipo de episódio relacionado a tentativa de suicídio, a tentativa de automutilação, nem nada do tipo”, disse Ana Facíllia Meira. A família também relatou que o jovem nunca havia tentado tirar a própria vida nem apresentado episódios de surto psicótico, apesar de a ocorrência policial ter começado após um chamado que relatava uma…
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