Hugo Motta, presidente da Câmara, defende debater reforma política ainda em 2026
Destaques30/10/2026 às 01:41
]]> Hugo Motta, Republicanos, defende debater uma reforma política O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Republicanos, defendeu debater uma reforma política ainda em 2026. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os deputados têm um mês e meio para tentar aprovar a PEC que cria o sistema distrital misto de votação. Até o recesso, que começa no meio de dezembro, seriam necessárias duas votações com, pelo menos, 308 votos favoráveis e o texto seguiria para o Senado. Pela proposta em discussão, que ainda não foi formalmente apresentada, a mudança valeria apenas para a Câmara dos Deputados e as assembleias legislativas. Não mudaria nada nas eleições majoritárias para Presidência, governos estaduais, Senado e prefeituras. Hoje, o sistema para eleger deputados e vereadores é o proporcional. As vagas são distribuídas proporcionalmente ao número de votos que candidatos e partidos recebem. No modelo distrital misto em discussão, metade dos deputados seria eleita pelo voto direto do eleitor em candidatos de seu distrito, e a outra parte por listas predefinidas pelos partidos, com a ordem dos candidatos. Na proposta que vai ser discutida na Câmara, o eleitor votaria no candidato do seu distrito e esse mesmo voto seria levado em conta para decidir o vencedor da lista dos partidos. Seria um único voto. O texto também vai definir quem será responsável por decidir as divisões para votação dentro dos estados, os distritos, se o Congresso ou o Tribunal Superior Eleitoral. Pelo projeto, o novo sistema seria adotado em duas etapas. Em 2030, um modelo de transição, e em 2034, o novo modelo seria adotado integralmente. Não é a primeira vez que o Congresso propõe mudanças no sistema eleitoral. Em 2021, a Câmara chegou a discutir o modelo distrital misto, mas a proposta não avançou. Agora, defensores do novo sistema dizem que ele diminui o peso dos chamados puxadores de votos, deputados que, com milhões de votos, garantem a seus partidos mais cadeiras na Câmara. "A gente viu nessa eleição deputados com 3 milhões de votos que puxaram dez deputados, tal. Isso realmente incomoda e o sistema vai se blindando, o sistema vai se fechando. Acho que…
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