Casarão que desabou no Cosme Velho estava em mapa de risco entregue à Prefeitura do Rio
rio21/09/2026 às 09:00
]]> Seis meses antes de parte de um casarão desabar sobre uma mulher de 43 anos e a filha dela, de 2, no Cosme Velho, moradores do bairro haviam entregado à prefeitura um levantamento que apontava problemas naquele imóvel e em outros quatro endereços da região. O dossiê, de 51 páginas, foi elaborado pela associação Viva Cosme Velho e entregue em março à Subprefeitura da Zona Sul. No sábado, mãe e filha passavam pelo corredor de acesso à vila onde moram quando foram atingidas pelos escombros. A menina estava num carrinho. As duas foram socorridas pelos bombeiros e levadas ao Hospital Miguel Couto. Depois, foram transferidas para um hospital particular, onde permaneciam internadas até a noite de ontem. No primeiro atendimento, foram classificadas como vítimas de gravidade moderada. Não há detalhes sobre o estado de saúde. O levantamento entregue à prefeitura reunia reivindicações do bairro, entre elas a situação de imóveis abandonados. Cinco casarões eram apontados em condições consideradas preocupantes. No número 370 da Rua Cosme Velho, que desabou parcialmente, havia registros de infiltrações, revestimentos se desprendendo, esquadrias danificadas, problemas no telhado e vegetação avançando sobre a construção. Alertas anteriores O documento também chamava a atenção para um ponto que ganhou outra dimensão depois do acidente: a faixa de interdição colocada pela Defesa Civil no número 370 não deixava uma alternativa segura de circulação para os moradores. Foi justamente no corredor de acesso à vila que mãe e filha foram atingidas. Os alertas sobre o casarão vinham de antes. Segundo a Viva Cosme Velho, moradores fizeram um pedido pelo 1746 no fim de 2025. A Defesa Civil foi ao local e instalou a faixa de interdição. A associação afirma que voltou a cobrar providências. — A associação vem denunciando e fazendo pedidos à prefeitura não só para esse casarão, mas para outros imóveis que também estão em risco. Fizemos um pedido pelo 1746 no fim de 2025, a Defesa Civil veio aqui e colocou a faixa. Nós voltamos a insistir, mas infelizmente aconteceu essa tragédia — diz Luciana Falcão, integrante da Viva Cosme Velho e moradora da região. Interdição A prefeitura informa que o…
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