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Jovem Rio News

Desocupação da Favela do Moinho termina após mais de um ano

inicio 21/09/2026 às 10:18
Desocupação da Favela do Moinho termina após mais de um ano
]]> Despedida marca fim da Favela do Moinho, em SP Às 11 horas da manhã do dia 15 de setembro, chega o caminhão para fazer a mudança do último morador a deixar a Favela do Moinho. Manuel dos Santos, porteiro, vive há mais de 20 anos na comunidade, na casa que ele mesmo construiu. "Quando eu vim morar aqui, isso aqui era tudo de madeira", lembra Manuel. "Isso aqui foi construído tijolo por tijolo. Não paguei ninguém pra construir, só pra rebocar e colocar o piso, mas o resto fui eu que construí tudinho." A casa de Manuel foi a última a permanecer de pé. Nos últimos meses, ele vivia em meio ao canteiro de obras que o terreno da comunidade se tornou, com a demolição dos imóveis conforme eles eram deixados pelos moradores. A desocupação do Moinho começou em abril de 2025 e termina em setembro de 2026 -- mais de um ano depois. Ela faz parte de um projeto de revitalização do Centro da capital paulista. No espaço onde ficava a comunidade, será construído o Parque do Moinho. O projeto conta com quadras poliesportivas, pista de skate e um espaço pet. Além disso, uma nova estação de trem também deve ser construída no local. Ela deve atender a pelo menos duas linhas da cidade: a 10-Turquesa e a 11-Coral, com expectativa para o transporte de 25 mil passageiros por dia. "Nós estamos fazendo, na verdade, um resgate do centro da cidade como um todo. E a recuperação do espaço urbano com a criação do centro administrativo, que vai ser o grande centro da administração do estado, e complementarmente esse parque que vai ser feito na favela do Moinho", explica o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de São Paulo, Marcelo Branco. "Nós pretendemos que seja um local realmente de convívio das famílias, das pessoas. Não só das pessoas que moram no centro da cidade de São Paulo, mas que possam vir de todos os lugares da cidade ou do estado pra conhecer." Aos moradores do Moinho, foi oferecido um imóvel quitado de até R$ 250 mil por meio de uma parceria entre os governos federal e do estado de São Paulo. Manuel dos Santos foi o último morador a deixar a comunidade porque o salário dele ultrapassava o teto estabelecido pelo governo, o que significava que ele teria que financiar o…
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