Médico investigado por fraude em medicamentos contra câncer firma acordo de delação premiada com a Justiça
inicio21/09/2026 às 10:58
]]> Polícia investiga crimes contra pessoas em tratamento de câncer Investigados na Operação Placebo, que apura um esquema envolvendo medicamentos para pacientes com câncer, negociam acordo de delação premiada com a Justiça. O grupo é suspeito de fraudar licitações, superfaturar a compra de remédios e até falsificar medicamentos destinados ao tratamento de pacientes oncológicos. O delegado Daniel Severo, da delegacia de São Gabriel, que conduz o inquérito, não confirma, mas a reportagem da RBS TV apurou que o acordo com o médico Fernando Borges da Silva foi homologado, enquanto os empresários Lisandro Henriques Hermes e Rodrigo Nascimento seguem negociando. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A investigação começou a revelar a dimensão do esquema no Rio Grande do Sul. Em 29 de junho, a Polícia Civil cumpriu 56 mandados de busca e apreensão. Na casa de Lisandro, que teve prisão preventiva decretada, foram encontradas várias caixas de medicamentos. A suspeita surgiu na Santa Casa de Caridade de São Gabriel, onde uma funcionária desconfiou de uma embalagem e chamou a polícia. O laboratório responsável pelo produto confirmou que o frasco do medicamento Enhertu pertencia a um lote falsificado.Segundo o delegado, os indícios de fraudes eram considerados fortes: iam da embalagem e da coloração da caixa a erros grosseiros de grafia. “Os indícios de falsificação são muito grandes, desde o invólucro, desde a caixa com a coloração um pouco mais esmaecida, erros grosseiros de grafia, até o comportamento mesmo do remédio”, afirmou. Um dos medicamentos seria usado pela dona-de-casa Maria Jupira, de São Gabriel, que fazia tratamento contra um câncer no pulmão. Como o remédio não estava disponível pelo SUS, as filhas procuraram a Justiça para conseguir o custeio do tratamento pelo Estado. Depois da apreensão do medicamento, segundo a família, Maria ficou dois meses sem receber o tratamento adequado. A filha Valdirene Munhoz Rodrigues contou o sofrimento da mãe: “Ela só chorava muito, com muita dor na perna. A perna dela começou a inchar e inchar, e não caminhava mais”, relatou a filha. Maria chegou a receber outras medicações, mas morreu aos 57 anos. A família não sabe dizer…
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