Após proibir bets, governo chama clubes para discutir ajuda e tentar acalmar revolta no futebol
Rio de Janeiro26/09/2026 às 16:43
]]> O governo Lula vai chamar para uma reunião, na próxima semana, os clubes de futebol, afetados pela medida provisória que proibiu totalmente os sites de apostas no país. Entenda: empresas de bets prometem ir à Justiça contra MP que proíbe apostas on-line no país Veja como vai funcionar: Desenrola 3.0 mira R$ 150 bilhões em dívidas A ideia, nesse primeiro momento, é ouvir dirigentes esportivos e fazer um diagnóstico da situação e tomar a decisão em um segundo momento. Para o encontro serão chamados uma comissão com representantes dos clubes. Com o movimento, o governo tenta conter a revolta dos times às vésperas do primeiro turno das eleições, marcado para o domingo, dia 4 de outubro. No encontro, o governo quer entender qual porcentagem da receita dos clubes será atingida pela medida. O Planalto ainda não bateu martelo sobre tipo de ajuda que poderá oferecer, mas integrantes defendem medidas para minimizar os efeitos colaterais. O ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, já tem conversado com os clubes para buscar reduzir a tensão. Impacto nos times A proibição das bets em todo território nacional é estratégia do presidente Lula em busca de vencer a disputa, diante do acirramento do cenário eleitoral frente ao seu principal adversário, Flavio Bolsonaro (PL). Bets são fontes de arrecadação importante para clubes de futebol brasileiro, que receberam com protestos a decisão do governo, anunciada nesta sexta-feira em São Paulo. Empresas de apostas on-line já notificaram clubes sobre o rompimento de contratos de patrocínio, o que gerou apreensão e até argumentos acerca da incapacidade de honrar compromissos nos próximos meses. O Flamengo, por exemplo, que recebe R$ 268,5 milhões por temporada da Betano, disse não ter um “plano B” para substituir esse rombo no seu orçamento. O Fluminense recebeu um comunicado da Superbet, com quem tem vínculo até o fim de 2029 (R$ 58 milhões por ano), informando sobre a possibilidade do rompimento do contrato. Em nota publicada pouco antes do anúncio da MP, o time das Laranjeiras reconheceu a legitimidade do debate, mas listou uma série de fatores que reforçam a defesa de, no mínimo, “um período de transição adequado…
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