Você estala o pescoço? Qual o risco por trás do hábito que parece inofensivo
Rio de Janeiro16/10/2026 às 16:25
]]> Eu sei que você, aí do outro lado da tela, já estalou o pescoço — pelo menos uma vez na vida, mas aposto que muito mais — e, só de ler, já deu vontade. Mas sabia que a prática, que parece tão inofensiva, pode ser fatal? Sem mau hálito: nutricionista revela que o alho pode aumentar a atração sexual; saiba como Cientistas buscam a chave para o tratamento da artrite em novas alternativas engenhosas Papa Leão XIV: o que é adenocarcinoma pulmonar, o câncer do pontífice Segundo o cirurgião plástico Michael Gartner, num vídeo publicado no TikTok em que comenta uma animação do que acontece quando fazemos este movimento, torcer o pescoço com muita força pode acabar rompendo o revestimento de um vaso sanguíneo. O que acontece quando estalamos o pescoço Quando estalamos o pescoço, na fútil tentativa de “relaxar” depois de uma situação estressante ou de um longo dia de trabalho, o que acontece, na verdade, é que ao torcer as articulações do pescoço, causamos pequenas bolhas de ar no chamado líquido sinovial, que as envolve. E são essas pequenas bolhas que, ao estourar, resultam no famoso — e inegavelmente satisfatório — “crac”, que, para quem faz, parece fazer toda a diferença. Só que é nesse movimento que, ao ser feito de forma muito brusca ou com demasiada força, pode ocorrer um rompimento no revestimento de um vaso sanguíneo: “Em casos raros, essa ruptura pode levar à formação de um coágulo sanguíneo, que pode então se deslocar até o cérebro. Uma vez lá, o coágulo pode bloquear o fluxo sanguíneo e causar um AVC (acidente vascular cerebral)”, diz o médico. Gartner afirma que acidentes do tipo são “extraordinariamente raros”, mas por que correr o risco? Ele recomenda, aos que querem aliviar a tensão, fazer exercícios de alongamento lento. Ele acrescenta: "O segredo é que, se você realmente for fazer qualquer coisa no pescoço, faça com um profissional para garantir a máxima segurança."
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