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'Vai ter muito acidente': asfalto novo deixa av. Nazaré mais alta que calçadas às vésperas do Círio em Belém

Destaques 26/09/2026 às 16:01
'Vai ter muito acidente': asfalto novo deixa av. Nazaré mais alta que calçadas às vésperas do Círio em Belém
]]> Recapeamento na Avenida Nazaré cria degraus entre rua e calçadas em Belém. Juliana Bessa/ g1 Pará Um trecho de pouco mais de três quilômetros da Avenida Nazaré, em Belém, recebeu novo revestimento asfáltico. Em vários pontos, porém, a nova camada deixou a pista mais alta que as calçadas e passou a criar obstáculos para quem precisa atravessar a rua. A obra foi executada pela Prefeitura de Belém no trecho entre as avenidas Assis de Vasconcelos e Alcindo Cacela. Moradores e pedestres relatam dificuldades, principalmente para idosos, pessoas com deficiência e quem usa carrinho de criança. Em nota, a Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana de Belém (Sezel) informou que "nos pontos onde são identificados desníveis que podem ser corrigidos, são realizados ajustes para melhorar a transição entre a pista e as calçadas" - leia a nota completa mais abaixo. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp Em parte da avenida, o asfalto antigo não foi retirado antes da aplicação do novo material. Com isso, pedestres precisam subir um degrau para sair da calçada e acessar a via. A aposentada Marina Lopes, de 76 anos, precisou de ajuda para alcançar a rua. “Foi difícil para subir. Podia ser dessa altura aqui, mas está muito alta mesmo. Fica muito difícil para mim”, afirmou. A babá Gabriela Leite contou que o desnível dificulta a circulação com carrinho de criança. “Ficou muito alto, foi muito mal colocado, e a gente tem que fazer bastante força”, relatou. Travessia vira obstáculo Além de dificultar a travessia, o desnível também interfere no embarque e desembarque de veículos, segundo moradores. A aposentada Vânia Mota vive com a família em um casarão tombado na Avenida Nazaré. Ela relata preocupação com parentes que têm mobilidade reduzida e questiona como pessoas idosas e cadeirantes vão conseguir sair dos carros. “Uma pessoa com deficiência, como eu tenho uma irmã que é cadeirante, tenho uma mãe de 80 anos, não tem como ela se mexer. Como é que eu vou abrir a porta para ela sair?”, questionou. Vânia também teme que a diferença entre os níveis da pista e da calçada prejudique o patrimônio histórico onde mora. O problema, segundo moradores, não está apenas nas…
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