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Um em cada três usuários de maconha sintética tem fentanil no organismo, aponta estudo da USP

Destaques 04/11/2026 às 06:00
Um em cada três usuários de maconha sintética tem fentanil no organismo, aponta estudo da USP
]]> Drogas K estariam contaminadas com fentanil e sendo consumidas sem que as pessoas saibam do uso de opióides Divulgação/PMES Um estudo da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) encontrou fentanil na saliva de usuários de maconha sintética em São Paulo. O opioide apareceu em 21 das 65 pessoas analisadas e nenhuma delas fazia o uso da droga. O fentanil é um opioide sintético de alta potência. Ele está no centro da crise de overdoses nos Estados Unidos. No Brasil, o uso ilegal de opioides sempre foi considerado raro, inclusive entre as pessoas mais vulneráveis. Até agora, a presença do fentanil no país aparecia sobretudo em apreensões de drogas e em casos isolados. Segundo os autores, esta é a primeira pesquisa científica a confirmar a substância em amostras biológicas de usuários de drogas no Brasil. A pesquisa revela a circulação de fentanil em drogas que, em tese, não o possuem na composição, como a maconha sintética. A maconha sintética não vem da planta de cannabis. É feita em laboratório com substâncias artificiais semelhantes ao THC, o principal componente da maconha, e costuma ser borrifada sobre plantas secas para ser fumada. Nas ruas, é conhecida como K2, K4, K9 ou spice, e por isso também é chamada de “droga K”. A análise foi feita com 65 usuários de canabinoides sintéticos, conhecidos como drogas K, a partir da coleta da saliva. Nenhum dos indivíduos que declararam ter usado a droga relatou o uso de opioides. Ou seja, eles não sabiam que estavam consumindo fentanil. Isso aumenta o risco de intoxicação, que pode levar a um quadro letal. Os pesquisadores alertam que a presença da substância é um alerta à saúde pública. Opioide proibido pela medicina é encontrado em drogas K em São Paulo Como o estudo foi feito Os 65 participantes foram recrutados entre agosto de 2024 e agosto de 2025 em três serviços públicos de tratamento: o Instituto Perdizes do Hospital das Clínicas (IPer-HC), especializado em dependência química, e dois Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) da Zona Leste, em São Miguel e Itaquera. Para participar, a pessoa precisava ter usado maconha sintética nos quatro dias anteriores. Todos responderam a um questionário sobre…
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