TST suspende julgamento, e Correios seguem em greve
rio21/09/2026 às 20:26
]]> A sessão de dissídio coletivo dos Correios, marcada para esta segunda-feira (dia 21), foi suspensa. Segundo técnicos a par das discussões, a direção da estatal apresentou novos documentos na sexta-feira (dia 18) pela abusividade da paralisação. Os Correios insistem para que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) declare a greve dos trabalhadores abusiva. Uma reunião foi marcada para a próxima quinta-feira para que as entidades representativas dos empregados da estatal possam se manifestar. Após tentativas fracassadas do TST na mediação entre as partes para se chegar a um acordo em torno do aumento salarial da categoria e início da greve em 10 de setembro, a estatal apresentou pedido de dissídio coletivo, além de pedido para declarar a abusividade da greve. O pedido foi parcialmente atendido e a Corte determinou que 80% do efetivo fossem mantidos para assegurar a continuidade dos serviços. Os novos documentos apresentados pelos Correios têm caráter sigiloso, segundo técnicos. A estatal não informou os efeitos da paralisação na operação e também não quis comentar o adiamento da decisão sobre o dissídio coletivo. No pedido de dissídio coletivo enviado ao TST a direção da empresa alegou a necessidade de controlar despesas em meios aos planos de reestruturação. Segundo a estatal, 89% das receitas dos Correios são direcionadas para o pagamento de salários e benefícios, o que tornaria a sua recuperação inviável. A greve começou depois que a estatal e os trabalhadores não chegaram a um acordo nas negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho. O principal impasse é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. A empresa defende a retirada da condição de mantenedora do plano de saúde, com a manutenção de plano ainda com subsídio da empresa ao empregado. Na prática, a empresa deixa de correr o risco atuarial em sua totalidade, que representa provisões de quase R$ 600 milhões. Os trabalhadores reivindicam a manutenção do modelo atual do plano de saúde, no qual os Correios atuam como mantenedores do benefício. Um dos pontos de consenso é o reajuste salarial de 4,35% pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), retroativo a 1º de agosto. Um dos…
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