Traficante 'fantasma': como fornecedor do CV movimentou R$ 70 milhões enquanto vivia no anonimato em Maceió
Rio de Janeiro30/09/2026 às 07:30
]]> Por cerca de dois anos, Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, de 42 anos, viveu em uma cobertura de luxo em Jatiúca, em Maceió, sem ser descoberto pela polícia. Em um prédio com apartamentos avaliados em R$ 3 milhões, com vista para a praia, ele morava com a companheira enquanto, à distância, comandava um esquema de fornecimento de drogas para comunidades dominadas pelo Comando Vermelho (CV) no Rio. Maconha em fardo,12 fuzis e central de golpes estourada: veja resultado da operação da PM na Maré Maré: 'quartel-general do TCP' ganha novas barricadas, pontos de vigilância e restrições a moradores Segundo as investigações, a operação movimentou cerca de R$ 70 milhões. Para se manter escondido e sustentar uma vida de alto padrão, Júnior criou sistemas de segurança para dificultar seu rastreamento, falsificou documentos para ocultar sua identidade e recorreu a laranjas para movimentar e esconder o dinheiro obtido com o tráfico de grandes quantidades de drogas. De acordo com a Polícia Civil, ele ainda planejava expandir os negócios para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e passar a fornecer armas para a maior facção criminosa do Rio. Conhecido como Boyzão ou Boss, Laércio foi preso na última segunda-feira durante uma operação integrada entre as polícias civis do Rio e de Alagoas. O delegado Igor Diego Vilela Costa, da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado de Alagoas, conta que o criminoso viveu no estado como um cidadão sem antecedentes, sem levantar suspeitas. — Ele tomava muito cuidado para não aparecer. Inclusive, não atuava em nenhum tipo de crime aqui no estado. Todos os negócios dele eram no Rio, em São Paulo e em outros estados. E, como usava documentos falsos, ninguém sabia que ele era procurado pela Justiça — contou. As investigações da Polícia Civil do Rio revelaram que Laércio fraudou diferentes documentos, entre eles identidade, passaporte e a Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substitui o antigo RG e utiliza o CPF como registro único de identificação. Segundo a polícia, a CIN usada por Laércio não era uma falsificação comum: o documento foi emitido por órgãos oficiais de forma fraudulenta, em nome de outra pessoa…
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