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Caso PM Gisele: Corporação retoma julgamento que pode expulsar oficial acusado de feminicídio

Destaques 30/09/2026 às 10:00
Caso PM Gisele: Corporação retoma julgamento que pode expulsar oficial acusado de feminicídio
]]> Tenente-coronel Geraldo Neto é levado para presídio militar Romão Gomes O Conselho de Justificação (CJ) da Polícia Militar (PM) de São Paulo marcou para esta quarta-feira (30) a retomada do julgamento do processo administrativo que pode expulsar o tenente‑coronel Geraldo Neto da corporação. A informação consta no Diário Oficial do estado. O oficial está preso acusado de matar a esposa, a soldado da PM Gisele Alves. O crime ocorreu em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Centro da capital paulista. Geraldo Neto nega esse crime e alega que a mulher se suicidou. Além desse feminicídio, o tenente-coronel é investigado por ter intimidado PMs que atenderam a ocorrência e subordinadas que foram chamadas para limpar a residência. A audiência será feita por videoconferência e está programada para começar às 11h. O tenente-coronel Geraldo Neto e a esposa, a PM Gisele Alves Santana. Reprodução/Redes Sociais Para essa tarde estavam previstos os depoimentos das testemunha de defesa de Geraldo Neto. Ele está detido desde 18 de março no Presídio Romão Gomes da PM, na Zona Norte de São Paulo. Se houver tempo, o oficial poderá ser interrogado _senão será marcada uma nova data para ouvi-lo. Geraldo Neto já foi interrogado outras vezes _pela Polícia Civil e pela própria PM_ em razão da morte de Gisele. O g1 teve acesso aos vídeos do que ele falou. O oficial chorou ao negar o crime e admitiu que apagou mensagens de discussões, revelou ter feito sexo com a mulher antes da morte e disse que brincadeiras sobre 'macho alfa' e 'fêmea beta' eram uma piada do casal. O julgamento do tenente-coronel no Conselho de Justificação começou em abril. O procedimento analisa se Geraldo Neto mantém condições morais e funcionais para permanecer na corporação. Do contrário, poderá ser demitido. Em maio já tinham sido ouvidos os depoimentos de três policiais militares amigas da vítima e de um oficial da PM que atendeu à ocorrência no dia do crime. Falaram uma soldado, um primeiro‑tenente, uma subtenente e uma cabo. Agentes da PM que atenderam a ocorrência no imóvel onde Geraldo Neto morava com Gisele Alves registraram o comportamento do oficial com câmeras corporais, as body cams. Relatos…
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