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Tornado F4 que matou 6 pessoas e devastou cidade do Paraná com ventos de até 418 km/h completa um ano: 'Memórias difíceis'

Destaques 07/11/2026 às 05:00
Tornado F4 que matou 6 pessoas e devastou cidade do Paraná com ventos de até 418 km/h completa um ano: 'Memórias difíceis'
]]> Moradores de Rio Bonito do Iguaçu contam como vivem após tornado "Para mim, foram dois sentimentos muito diferentes: o primeiro, de agradecer a Deus pela vida; de a gente olhar e estar todo mundo vivo, ninguém machucado, sem nenhum arranhão... e depois, desespero. De olhar e não ver mais nada, não ver a sua casa, ver tudo destruído, olhar para os vizinhos e ver as casas todas no chão". É assim que Wendi Luana Back, moradora de Rio Bonito do Iguaçu, resume como se sentiu na noite de 7 de novembro de 2025. Naquela sexta-feira, a cidade de 14,3 mil habitantes na região central do Paraná foi devastada por um tornado classificado como F4 numa escala que vai até F5. Seis pessoas morreram e pelo menos outras 835 ficaram feridas devido ao temporal. Os ventos chegaram a velocidades entre 332 km/h e 418 km/h e destruíram 90% dos imóveis do município, incluindo a casa de Wendi e do marido dela, Emerson Vargas. Naquela noite, eles estavam contando para a família que a mulher estava grávida quando o temporal provocou uma queda de energia durante o vídeo da comemoração. A cena foi gravada; veja o vídeo na reportagem acima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ponta Grossa no WhatsApp Tornado devastou Rio Bonito do Iguaçu (PR) Foto: Ari Dias/AEN A falta de luz foi apenas o primeiro problema. Instantes depois, uma janela quebrou e os estilhaços voaram em direção a Emerson. A família correu para buscar abrigo no banheiro, o cômodo com a estrutura mais reforçada da casa, e ficou lá até a tempestade passar. Quando saíram, eles viram um cenário de devastação. Entre os vizinhos, o clima era de pânico ao ver as construções no chão. Enquanto uma nova vida se formava no útero de Wendi, ela e o marido reconstruíam as próprias. Tijolo por tijolo, a casa foi reerguida e preparada para receber a pequena Mariana, que está com quatro meses de idade e nem sonha o que aconteceu na noite em que foi anunciada para a família. Para os pais, no entanto, as memórias daquele dia despertam emoções a cada nova mudança no tempo. “Tem as memórias difíceis, a gente sofre quando dá uma chuvinha um pouco mais forte.... É um ano para agradecer pela nossa vida, a vida da nossa família que está aqui”,…
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