'Slopaganda': como a IA virou arma eleitoral nos EUA e movimentou mais de US$ 137 milhões
Destaques31/10/2026 às 06:00
]]> Protestos do movimento No Kings pedem que eleitores votem em antecipado nas eleições de meio de mandato nos EUA Jose Luis Magana/AP Com a aproximação das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, a inteligência artificial ganha cada vez mais espaço na propaganda eleitoral. Ao mesmo tempo, aumenta a preocupação com o uso da tecnologia para espalhar informações falsas em anúncios políticos. Pesquisadores chamam essa prática de "slopaganda", termo que combina propaganda política com conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A prática é usada tanto por republicanos quanto por democratas, mas candidatos e grupos ligados ao Partido Republicano, do presidente Donald Trump, concentram a maior parte dos investimentos nesse tipo de propaganda eleitoral neste ano. Em um dos anúncios, Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado pelo estado de Michigan, aparece segurando cartas de um jogo de tabuleiro com as frases "Morte aos EUA" e "Celebre o 11 de Setembro", em referência aos atentados às Torres Gêmeas, em Nova York. Agora no g1 "A destruição de Israel e do Ocidente não é apenas um jogo para eles", afirma um narrador no vídeo. Em seguida, acrescenta: "É uma missão". O anúncio também mostra uma imagem de família gerada por inteligência artificial. Nela, o candidato, que é muçulmano e filho de um egípcio, aparece ao lado de quatro mulheres usando véus que cobrem todo o corpo. O vídeo foi produzido por uma organização ligada ao senador republicano Ted Cruz, do Texas. Diferentemente da maioria dos anúncios desse tipo, o material informa que foi "criado, total ou parcialmente, com o auxílio de inteligência artificial". Poucos anúncios informam o uso de IA Segundo os pesquisadores, poucos anúncios políticos informam quando utilizam inteligência artificial. A maioria não apresenta esse aviso, o que dificulta a identificação de imagens e vídeos gerados pela tecnologia e a avaliação da veracidade do conteúdo pelos eleitores. O Wesleyan Media Project, projeto que monitora os gastos com propaganda eleitoral nos Estados Unidos, identificou 220 anúncios políticos…
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