Sem bet, Flamengo pode perder mais de R$ 2 bilhões em cinco anos e clube avalia cortes nos esportes olímpicos
Rio de Janeiro28/09/2026 às 04:00
]]> Os clubes brasileiros esperam o chamamento do governo federal para conhecer melhor o projeto que sustentou a Medida Provisória (MP) da proibição das bets no Brasil. A expectativa é que isso ocorra ainda esta semana, antes do primeiro turno das eleições presidenciais. Este encontro oficial com as principais lideranças do primeiro escalão será fundamental para a tomada de decisão. A tendência é a judicialização. Falta saber se será em ações isoladas ou se haverá união dos representantes, fechados num movimento que atenda ao interesse do ecossistema esportivo. O Flamengo, que tem em vigor o contrato mais vultuoso com uma casa de apostas, estima prejuízo direto superior a R$ 400 milhões nos próximos 15 meses. A estimativa leva em conta os R$ 270 milhões de 2027; mais R$ 70 milhões dos últimos três meses de 2026; outros R$ 70 milhões obtidos com a exploração comercial nas placas de led dos estádios; somados aos R$ 30 milhões do encalhe de 100 mil camisas com a marca do patrocinador master. Em cálculo amplo, a perda de receitas ultrapassa R$ 2 bilhões em cinco anos. Seja lá qual for o desdobramento da medida governamental, os clubes já trabalham para minimizar os estragos. Eles já sabem que dificilmente os espaços explorados pelas casas de apostas serão valorizados como acontece hoje. E de novo o Flamengo aparece como a principal referência. Na última sexta-feira (25), dia em que a proibição foi anunciada, Luiz Eduardo Baptista, o presidente BAP, anunciou que o clube será obrigado a reduzir os custos para se adequar à nova realidade. E, pelo que se comenta nos bastidores, a ideia passa pelo corte de investimentos nos esportes olímpicos. Vasco, Fluminense e Botafogo, envolvidos com a venda de suas SAFs, talvez sofram menos impacto - cada qual por sua peculiaridade. Menor do que sofrerão os clubes paulistas, é verdade. Mas todos terão percalços a superar. O Corinthians recebe R$ 150 milhões, o São Paulo R$ 113 e o Palmeiras R$ 100 – fora as metas por rendimento. No Rio, o Fluminense leva R$ 58 milhões e o Vasco R$ 50 – fora os bônus que podem elevar os ganhos dos tricolores a R$ 86, e os dos vascaínos a R$ 75. O Botafogo recebe R$ 55 milhões fixos. Em conversa com…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.