Seis hospitais dos EUA param de tratar adolescentes trans após acusação de fraude do governo Trump
inicio25/09/2026 às 06:00
]]> Manifestantes contrários aos direitos de pessoas transgênero protestam durante um ato em frente à Suprema Corte dos Estados Unidos, em Washington. AP/Jose Luis Magana, Arquivo O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou na última sexta-feira (18) acordos com o NYU Langone, sistema de saúde ligado à Universidade de Nova York, e com o Centro Médico da Universidade de Pittsburgh (UPMC). As duas instituições deixam de oferecer bloqueadores de puberdade, hormônios e cirurgias de afirmação de gênero a menores de 18 anos. Com eles, chega a seis o número de grandes hospitais americanos que, desde maio, aceitaram encerrar esse atendimento para pôr fim a uma investigação federal que os acusa de fraudar a cobrança desses tratamentos. O NYU Langone vai pagar US$ 8,5 milhões e o UPMC, US$ 950 mil. Antes deles vieram o Texas Children's Hospital, em 15 de maio, a Cleveland Clinic, em 5 de junho, o Connecticut Children's Medical Center, em 5 de agosto, e o Mount Sinai Health System, de Nova York, em 4 de setembro. Nos casos com valores divulgados, as multas passam de US$ 19,7 milhões. O Connecticut Children's e o Mount Sinai também foram multados, mas os valores não foram revelados. Todos os hospitais negam as acusações. Nos próprios comunicados, o governo reconhece que o que foi resolvido são alegações e que não houve nenhuma decisão sobre responsabilidade. Agora no g1 A acusação: diagnósticos trocados na cobrança Os comunicados do Departamento de Justiça falam de forma genérica em "cobranças falsas" enviadas a planos de saúde públicos e privados, e o detalhe dos acordos é sigiloso. A tese do governo aparece em um relatório do Departamento de Saúde e Serviços Humanos publicado em 13 de agosto, com o título "Wolves in White Coats" ("Lobos de jaleco"). O argumento é que médicos registravam na cobrança outro diagnóstico no lugar da disforia de gênero, o sofrimento causado pelo conflito entre a identidade de gênero e o sexo atribuído no nascimento. Segundo o governo, eram usados códigos que não chamariam a atenção de quem paga a conta. Com o diagnóstico real, o reembolso poderia ser negado pelo plano ou pelo Medicaid, o programa público de saúde para a população de…
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