Secretária do Ministério da Justiça pede à PF investigação sobre ameaças de morte e estupro contra deputada eleita do PT
Rio de Janeiro09/10/2026 às 19:33
]]> O Ministério da Justiça e Segurança Pública pediu nesta sexta-feira à Polícia Federal (PF) que investigue ameaças de morte e estupro contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG). A solicitação ocorre após a petista denunciar uma série de ataques nas redes sociais, que a levaram a desativar seu perfil no X. Segundo a pasta, a parlamentar eleita relatou receber ameaças a cada dois minutos. Confira: Zanin rejeita pedido de Paes para suspender decisão do TSE que pode dar vitória a Douglas Ruas 'A eleição termina': sem citar Ruas, Paes reconhece derrota na disputa pelo governo do Rio O pedido foi encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por meio de um ofício assinado pela secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila Santana de Carvalho. No documento, o ministério solicita a abertura de um inquérito para identificar os responsáveis pelas ameaças e pede que a corporação cobre das plataformas X e Meta medidas para interromper os ataques. As ameaças ocorrem em meio à entrada de Ana Elisa na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A deputada eleita participou, na quarta-feira, de uma reunião com o presidente e outras lideranças jovens da esquerda, convocadas para reforçar a atuação digital da campanha no segundo turno. Na quinta-feira, parlamentares bolsonaristas passaram a divulgar supostas publicações antigas atribuídas à petista, com frases como "odeio branco" e "tô nem aí para empreendedor", eventualmente acompanhadas de risadas e palavrões, em tom descontraído. — Vou mandar pro TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porque fake news é crime eleitoral. Precisamos suspender sua diplomação e de todos que estão publicando esse tipo de conteúdo — disse a petista ao se manifestar sobre as publicações. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) esteve entre os que repercutiram os posts. No ofício, o Ministério da Justiça afirma que as ameaças estariam relacionadas ao posicionamento político da deputada eleita e sustenta que os ataques podem configurar crime previsto no Código Penal. A pasta também aponta que a legislação atribui à esfera federal a investigação de crimes cometidos pela internet com conteúdo misógino.…
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