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Saiba: quem é Marcus Amim: delegado preso pela PF que comandou a Polícia Civil e teve nomeação articulada com Bacellar

Rio de Janeiro 15/10/2026 às 14:40
Saiba: quem é Marcus Amim: delegado preso pela PF que comandou a Polícia Civil e teve nomeação articulada com Bacellar
]]> O delegado e ex-chefe da Polícia Civil Marcus Vinícius Amim Fernandes foi preso em uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira. Também foram presos o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella e outros quatro policiais civis. As prisões ocorreram no âmbito da oitava fase da Operação Unha e Carne, que visa a desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como plataforma de lavagem de dinheiro. À frente da Polícia Civil entre outubro de 2023 e setembro de 2024, Amim chegou ao cargo após uma articulação política entre o então governador Cláudio Castro e o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar. Natural de Niterói, Marcus Amim é formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), onde concluiu a graduação em 2003. Por sua atuação na polícia, recebeu, em 2018, a Medalha Tiradentes, concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Em 2021, foi agraciado com a Medalha José Clemente Pereira, da Câmara Municipal de Niterói. Na Polícia Civil, Amim também recebeu outras condecorações em reconhecimento pelos serviços prestados: a Medalha de Fidelidade, em 2020; a Medalha de Honra, em 2019; e a Medalha de Devotamento, em 2018. Amim entrou na Polícia Civil e 2002 e é delegado há mais de dez anos. Como delegado-titular, comandou a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e a 27ª DP (Vicente de Carvalho). Antes de ser nomeado secretário de Polícia Civil, em outubro de 2023, ele presidia o Detran-RJ. Indicado por Bacellar, também preso A indicação de Amim para chefiar a Polícia Civil, em outubro de 2023, partiu de uma articulação política. Seu nome foi escolhido pelo então governador Cláudio Castro e pelo então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar, que também está preso, suspeito de envolvimento com o Comando Vermelho (CV). Para que Amim pudesse assumir o cargo, a Alerj aprovou às pressas um projeto que alterou a Lei Orgânica da Polícia Civil. A mudança permitiu que a corporação fosse…
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