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Vinhos brancos de Rías Baixas: por que vale a pena provar essas delícias

Destaques 15/10/2026 às 16:22
Vinhos brancos de Rías Baixas: por que vale a pena provar essas delícias
]]> No noroeste da Espanha, na região da Galícia, onde o Oceano Atlântico penetra a terra em longos estuários chamados rías, nasce uma das denominações de origem mais admiradas do país: Rías Baixas. É a terra do Albariño, um vinho branco que conquistou o mundo pelo frescor, pelos aromas exuberantes e pela afinidade com a cozinha do mar. Clima e território A região é chuvosa e temperada, muito diferente da Espanha seca e ensolarada do centro-sul. Para evitar o excesso de umidade e o apodrecimento dos cachos, os viticultores tradicionalmente conduzem as videiras em parras (ou pérgolas), em estruturas altas que mantêm as uvas longe do solo para favorecer a circulação do ar. Os solos são, em geral, graníticos e arenosos, pobres e bem drenados, o que contribui para a mineralidade e a acidez vibrante dos vinhos. As propriedades são extremamente fragmentadas: muitos pequenos viticultores cultivam parcelas minúsculas. Albariño é a uva estrela As uvas brancas Loureiro e Godello são importantes na região de Rías Baixas, enquanto a Mencía é destaque entre as variedades tintas. Porém, a protagonista absoluta, e responsável pela maior parte da produção, é a Albariño. Seus vinhos apresentam aromas de pêssego, damasco, limão, flores brancas e, muitas vezes, um toque de ervas e sal marinho. Na boca, destacam-se a acidez refrescante e a textura untuosa, com final persistente. A Albariño é muito cultivada também no norte de Portugal, sobretudo na região de Vinhos Verdes, onde é conhecida como Alvarinho. Apesar da proximidade, os estilos dos dois países são diferentes. Após a vinificação, muitos produtores optam por um período de estágio em tanques de aço inox para preservar a pureza do fruto e a acidez. Em outros casos, o vinho fermenta ou amadurece em barricas de carvalho, podendo passar também um tempo sur lie, uma técnica que acrescenta complexidade à bebida. Albariño à mesa A combinação clássica é com frutos do mar: ostras, mexilhões, vieiras, camarões, lagosta e o famoso polvo à galega. O vinho também acompanha peixes grelhados, ceviches, sushi e queijos frescos. Sua acidez corta a gordura e realça a delicadeza dos sabores marinhos. O ideal é servir geladinho, entre 8 °C e…
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