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Jovem Rio News

Recuo no trabalho infantil é concentrado em lares que recebem Bolsa Família

Rio de Janeiro 16/10/2026 às 13:59
Recuo no trabalho infantil é concentrado em lares que recebem Bolsa Família
]]> A queda do trabalho infantil no Brasil em 2025 ficou concentrada entre crianças e adolescentes de famílias que recebiam Bolsa Família. O número de pessoas de 5 a 17 anos nessa situação nos domicílios beneficiados diminuiu em 144 mil. Leia mais: Trabalho infantil volta a cair em 2025 e é o menor já registrado. Mas 1,5 milhão ainda estão nessa condição Veja também: Quase metade das meninas de 5 a 17 anos no Brasil faz tarefas domésticas ou cuida de pessoas sem remuneração No Brasil em geral, o número de crianças e adolescentes em trabalho infantil diminuiu em 151 mil entre 2024 e 2025. Ou seja, a redução entre os beneficiários do Bolsa Família respondeu por 95% do total. Os dados são da pesquisa Pnad Contínua: Trabalho de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos (2025), divulgada nesta sexta pelo IBGE. Trabalho infantil cai mais entre beneficiários do Bolsa Família Arte O Globo Pela legislação brasileira, trabalho infantil é proibido. Enquadra-se nessa situação toda forma de trabalho feita por crianças e adolescentes que é prejudicial à sua saúde e educação. Mas há regras específicas para cada faixa etária: Até 13 anos é proibido trabalhar em qualquer atividade; de 14 a 15 anos, os adolescentes podem trabalhar como aprendiz. Isso não é considerado trabalho infantil; de 16 e 17 anos, é permitido o trabalho apenas com carteira assinada, sendo proibidas atividades irregulares, perigosas e em horário noturno. Isso também não é trabalho infantil. Nos lares com Bolsa Família, o contingente em trabalho infantil passou de 717 mil em 2024 para 573 mil em 2025, uma queda de 20,1%. No conjunto do país, a redução foi de 9,2%, para 1,499 milhão de crianças e adolescentes. Para o analista da pesquisa Gustavo Geaquinto Fontes, o Bolsa Família pode ter ajudado a reduzir o trabalho infantil tanto pela garantia de uma renda mínima às famílias quanto pelas exigências para a permanência no programa, como a frequência escolar. — A gente sabe que o Bolsa Família tem condicionalidades, por exemplo, em relação à frequência escolar, que pode ser um fator que contribui para essa queda importante, entre outras políticas públicas. A frequência escolar era um pouco maior entre os…
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