'Quase todo meu dinheiro está preso no banco': brasileiros que foram para o Paraguai são afetados pela crise no país
Destaques06/11/2026 às 03:00
]]> Renata tem uma lanchonete no Paraguai Acervo pessoal A brasileira Renata de Brito, de 44 anos, tomou um susto quando abriu o aplicativo do Ueno Bank, no Paraguai, e não conseguiu mais acessar sua conta, na terça-feira (3/11). Era no banco que ela guardava todas as suas economias e recebia os pagamentos feitos pelos seus clientes na lanchonete que mantém na cidade de Hernandarias, perto da fronteira com o Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Me falaram que estava bloqueado quando tentaram fazer um pagamento para mim. Quando fui ver, não acessava mais nada. Estou muito preocupada pelo meu negócio", diz Renata, que usava a maquininha de pagamentos do banco. A crise no Ueno Bank, que sofreu intervenção do Banco Central do Paraguai na terça após ser constatado que seu índice de solvência caiu para menos da metade do mínimo exigido, levou à renúncia do presidente paraguaio, Santiago Peña, nesta quinta (5/11). "Faço isso pensando na estabilidade do país", diz Peña ao renunciar no Paraguai A instituição era um dos principais bancos do Paraguai e, segundo dados da própria instituição, tinha 3 milhões de clientes, o equivalente a 60% da população adulta do país. São pessoas que estão com suas economias bloqueadas. Também havia milhões de dólares em recursos públicos, especialmente da previdência social, administrados pelos bancos. O Fundo de Garantia de Depósitos do Paraguai cobre depósitos de até 228 milhões de guaranis por pessoa (cerca de R$ 211 mil). O Banco Central do país chegou a garantir o ressarcimento e afirmou que ainda precisa avaliar se conseguirá cobrir valores acima desse limite. O economista Alexandre Barros da Costa, pesquisador que acompanha a economia paraguaia na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e Universidade Federal do Paraná (UFPR), estima que a crise no Ueno pode afetar dezenas de milhares de brasileiros que moram no país. Isso porque, segundo Costa, o banco atrai imigrantes pela facilidade de abertura de contas. "A falta de burocracia e o cadastro rápido fizeram com que ele se tornasse a primeira opção para milhares de estudantes de medicina, pequenos comerciantes da fronteira, produtores…
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