Quase metade das espécies de corais que formam recifes no mundo está ameaçada de extinção
Destaques18/10/2026 às 08:00
]]> Recife de coral na Papua-Nova Guiné, um dos ecossistemas marinhos mais diversos do planeta. Tom Shlesinger Quase metade das espécies de corais responsáveis pela formação dos recifes está ameaçada de extinção, segundo a maior avaliação global já feita sobre esse grupo de animais. O estudo, publicado na revista "Nature", analisou 892 espécies de corais construtores de recifes. Entre as 774 para as quais havia dados suficientes, 340 — ou 44% — foram classificadas como ameaçadas. São 33 espécies criticamente ameaçadas, 251 ameaçadas e 56 vulneráveis. A situação piorou em relação à primeira avaliação global, feita em 2008, quando cerca de um terço dos corais aparecia entre os grupos ameaçados. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O principal fator por trás dessa deterioração é o aquecimento dos oceanos provocado pela mudança climática. O aumento da temperatura favorece eventos de branqueamento, quando o coral expulsa as algas microscópicas que vivem em seus tecidos e fornecem grande parte de sua energia. Se o calor persiste, o animal pode morrer. A mudança climática foi determinante para a classificação de mais de 90% das espécies que aparecem nos grupos de maior risco, segundo os pesquisadores. O trabalho combinou dados sobre perda de cobertura de corais, projeções de branqueamento e características que tornam determinadas espécies mais vulneráveis. Recife de coral preservado na Papua-Nova Guiné, em área que ainda mostra resistência aos efeitos do aquecimento dos oceanos. Tom Shlesinger David Obura, um dos principais autores do estudo e copresidente do grupo de especialistas em corais da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), afirma que os resultados representam um sinal claro de que as ameaças estão se intensificando. “Esta avaliação fornece o panorama mais completo até hoje sobre o risco global de extinção entre os corais que formam recifes”, avalia. Os próprios pesquisadores alertam, porém, que o quadro atual provavelmente é ainda pior. Os dados usados na avaliação vão até 2020 e, portanto, não incorporam plenamente os três anos excepcionalmente quentes entre 2023 e 2025 nem o quarto evento global de…
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