Presidente usa canal Exército do Lula para pedir pressão no STF contra bets
Rio de Janeiro03/11/2026 às 15:21
]]> O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o canal de WhatsApp Exército do Lula na manhã desta terça-feira (dia 3) para pedir que a sociedade civil faça pressão no Supremo Tribunal Federal (STF) contra as bets. O ministro Luiz Fux conduz uma audiência pública na Corte para discutir a medida provisória que acabou com as apostas on-line no país, assinada por Lula em 25 de setembro de 2026. Lula enviou um áudio de 41 seguidos, pedindo para todos ficarem "muito atentos", seguido de um vídeo, gravado na academia do Palácio da Alvorada. O presidente pediu que a sociedade acompanha a audiência e contestou o fato da discussão ter mais participantes favoráveis as bets do que entidades que são contrários. Depois de usar o canal, Lula também publicou os vídeos nas ruas redes sociais. O canal foi criado, é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e foi amplamente utilizado durante a campanha eleitoral. — É importante a sociedade civil acompanhe, me parece que tem mais gente participando que interessa que as bets continuam funcionando do que as pessoas que são contra as bets. É importante que sociedade civil participe para que haja justiça na decisão — disse Lula. O deputado federal André Janones usou as redes sociais para defender o governo e disse que a gestão petista não havia sido convidado para audiência pública até sexta-feira, também citou falta de participação da sociedade civil e afirmou que a primeira-dama Janja iria até a audiência pública. O deputado também passou a pedir que a Corte abrisse os comentários na transmissão ao vivo do STF no YouTube e subiu a hashtag #LiberaOsComentariosSTF. A Corte, no entanto, informou ao parlamentar, também pelas redes sociais, que a seção de comentários é desativada em todas as exibições de transmissões ao vivo do STF. A MP das bets proíbe, no território nacional, a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de aposta de quota fixa, em meio físico ou virtual, inclusive quando realizadas por agente sediado no exterior que as ofereça a pessoa localizada no território nacional. A proibição abrange as apostas sobre eventos reais de temática esportiva e sobre eventos virtuais de jogos…
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