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Por que falar sobre a morte? Projeto da USP reúne histórias de luto em Ribeirão Preto, SP

Destaques 02/11/2026 às 05:00
Por que falar sobre a morte? Projeto da USP reúne histórias de luto em Ribeirão Preto, SP
]]> Por que falar sobre a morte? Projeto da USP reúne histórias de luto em Ribeirão Preto, SP Um projeto de extensão da Universidade de São Paulo (USP) reúne pessoas de diferentes idades na Biblioteca Sinhá Junqueira, no Centro de Ribeirão Preto (SP), mensalmente para conversar sobre morte, luto, cuidados paliativos e espiritualidade em saúde. No chamado Death Café - Pausa para o café: Vamos falar sobre morte?, os participantes chegam depois de perder alguém, acompanhar uma doença grave ou perceber que não conseguem discutir o assunto com familiares e amigos. Outros procuram os encontros por medo da própria morte, curiosidade ou vontade de refletir sobre a vida. A enfermeira aposentada Valéria de Almeida Pereira, de 67 anos, começou a frequentar o projeto depois de perder a mãe para um câncer de pulmão, em março de 2023. Dois meses depois, encontrou nas rodas de conversa uma maneira de lidar com a saudade. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp "Eu descobri que, quanto mais eu falo da minha mãe, melhor eu me sinto. Não necessariamente falar só da sua passagem, desse sofrimento que foi para nós e para ela, mas falar da mulher que ela foi, da mãe que ela foi." A iniciativa já realizou 48 encontros e registrou mais de mil participações desde maio de 2022, segundo a coordenação. As reuniões são gratuitas, não exigem inscrição e já receberam desde adolescentes até pessoas com mais de 80 anos. Participantes do Death Café se reúnem para conversar sobre morte, luto e cuidados paliativos em Ribeirão Preto (SP). Arquivo pessoal Para a professora Marysia Mara Rodrigues do Prado De Carlo, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP e uma das coordenadoras da iniciativa, as motivações são diferentes, mas muitos participantes compartilham a dificuldade de encontrar um espaço para falar sobre a morte. Segundo ela, a espiritualidade abordada nos encontros está relacionada à busca por sentido para a vida e não, necessariamente, à religiosidade. As conversas respeitam as diferentes crenças dos participantes e não são direcionadas a nenhuma religião específica. "O relato que esses participantes trazem muito é que eles nunca conseguem conversar…
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