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Por que a passarela das Cataratas do Iguaçu não é levada pela água? Construção foi feita para suportar vazão de milhões de litros por segundo

Destaques 16/10/2026 às 06:00
Por que a passarela das Cataratas do Iguaçu não é levada pela água? Construção foi feita para suportar vazão de milhões de litros por segundo
]]> Vazão das Cataratas do Iguaçu sobe e água passa sobre passarela A passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi construída com fundações que penetram na rocha para resistir à força da correnteza durante as grandes cheias do Rio Iguaçu. Nesta quarta-feira (14), a vazão chegou a 15,8 milhões de litros por segundo. O volume é mais de dez vezes superior à média histórica e a água ultrapassou a altura da passarela. A estrutura, que leva os turistas até um dos principais mirantes das quedas, já enfrentou cheias com vazão de até 46 milhões de litros de água por segundo sem que suas vigas e colunas de concreto fossem levadas pela água. O segredo da resistência está na técnica utilizada na fundação da obra. Chamada de estacas-raiz. Vinicius Lorenzi, diretor de engenharia da Fungeo, empresa responsável pela execução das fundações, explica que a resistência está na forma como a estrutura é fixada ao leito do rio. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp Diferentemente de uma fundação apenas apoiada sobre a superfície, as estacas-raiz são instaladas em perfurações que alcançam e penetram na rocha. Dentro dessas perfurações, são colocadas armaduras de aço e uma mistura de cimento injetada sob pressão. Vazão das Cataratas do Iguaçu sobe e água passa sobre passarela Reprodução O processo permite que as estacas fiquem presas à rocha, criando uma ligação resistente entre o solo e a estrutura de concreto da passarela. "A estaca-raiz é uma estaca que faz embutimento na rocha e isso faz com que ela absorva grandes esforços. É um tipo de fundação que nós utilizamos em várias outras obras em Foz do Iguaçu", explicou Lorenzi. Segundo o engenheiro, as fundações precisam resistir a diferentes forças. Além do peso da passarela e dos turistas, elas suportam a pressão lateral da correnteza, que aumenta durante as cheias. A força da água é um dos principais fatores considerados no projeto. Embora galhos, troncos e outros objetos possam atingir a passarela, Lorenzi explica que o esforço provocado pelo fluxo do rio é maior do que o impacto desses materiais. Leia também: Alerta: Paraná recebe novo alerta laranja de tempestades com granizo e ventos de…
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