Polícia da moralidade do Talibã aumenta a repressão e detém 20 mulheres em operação em Cabul
Rio de Janeiro28/09/2026 às 10:56
]]> Imagens registradas em Cabul (Afeganistão) mostraram agentes femininas da polícia da moralidade do Talibã detendo mulheres em ação de repressão na capital do país. Adultas e menores foram agarradas e levadas à força para uma van do Ministério para a Propagação da Virtude e a Prevenção do Vício onde um agente masculino as aguardava juntamente com outras detidas na ação repressora, ocorrida na última terça-feira (22/9). Relatos indicam que até 20 pessoas foram detidas inicialmente, sendo que quatro foram liberadas posteriormente, contou o "Sun". Agentes do Talibã confiscaram e revistaram os celulares delas durante a detenção. Polícia da moralidade do Talibã aumenta a repressão e detém mulheres em Cabul Não está claro o motivo da detenção, mas se acredita que ela tenha a ver com vestimenta em público. O episódio é o mais recente de uma série de ações repressivas e cruéis da polícia moral contra mulheres no Afeganistão. Várias mulheres vêm sendo agredidas ou abusadas como parte da tentativa do Talibã de impor o código de vestimenta da Sharia. No mês passado, agentes da polícia moral detiveram nove mulheres em Herat — mesmo elas estando usando hijab (v. O regime tenta impor o uso da burca. A recente série de abordagens tem deixado as afegãs paralisadas de medo e receosas de sair de casa, segundo a Amu TV, emissora afegã sediada nos EUA. "Eles assediam mulheres em toda parte sob o pretexto de impor a moralidade. Mulheres estão sendo detidas, intimidadas e submetidas a abusos psicológicos, mas ninguém está ouvindo", declarou o canal. Moradores do Afeganistão também relataram uma presença maior de membros do Talibã nas ruas nos últimos meses, segundo a mídia local. No início deste mês, imagens chocantes mostraram agentes da polícia da moralidade" agredindo mulheres enquanto arrastavam dezenas "infratoras" por ruas da capital. Uma testemunha afirmou que havia uma mulher grávida entre as pessoas agredidas. No início deste ano, o regime fundamentalista "legalizou" a violência doméstica no Afeganistão. Aprovado pelo líder supremo Hibatullah Akhundzada, o código penal de 90 páginas permitia que maridos agredissem fisicamente suas esposas e filhos, desde que isso não…
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