PIX na Europa? Conexão pode baratear transferências e reduzir envio a segundos
Destaques01/10/2026 às 08:00
]]> Polícia mapeou valor do prejuízo após analisar transferências via PIX do suspeito Bruno Peres/Agência Brasil/Arquivo Os pagamentos transfronteiriços são um desafio que o Banco Central Europeu (BCE) quer resolver conectando o Target Instant Payment Settlement (Tips), sistema de pagamentos instantâneos da União Europeia, a métodos de pagamento de diversos países, incluindo o Pix brasileiro. Na última semana, o Banco Central do Brasil divulgou que a fase de avaliação dessa interligação foi iniciada. O objetivo de conectar esses sistemas é disponibilizar transferências "mais rápidas, mais baratas e mais transparentes", segundo Marco Massarenti, consultor de pagamentos do BCE. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O elemento central de uma integração será justamente a orquestração do pagamento de ponta a ponta. Ou seja: quando e como o dinheiro sairá de um continente para outro. "Isso significa que um participante da Europa, como um banco ou provedor de pagamentos, envia uma instrução ao Tips. O Tips a transfere para o Pix no Brasil, que a encaminha ao banco ou provedor final", explica Massarenti. Agora no g1 O que o BCE espera Com a conexão, o BCE busca alcançar diferentes objetivos: apoiar o roteiro do G20 para pagamentos transfronteiriços mais eficientes, reforçar a autonomia estratégica dos pagamentos europeus e acompanhar a inovação no setor. O executivo da autoridade monetária europeia cita, por exemplo, que em remessas e pagamentos transfronteiriços com moedas pouco utilizadas, as tarifas "podem chegar a 10% ou mais". "O que queremos é reduzir esse custo para menos de 3%", detalha Massarenti. O Brasil não é o único a participar de uma parceria com o BCE para conexão entre sistemas. Atualmente a instituição avalia conexões com infraestruturas de outras três localidades: o sistema indiano Unified Payments Interface (UPI); o sistema suíço e o Nexus Global Payments. Custos envolvidos Para o executivo, a infraestrutura de conexão com os sistemas parceiros pretende ser mais econômica do que a atual. Ele ressalta, porém, que haverá custos associados aos originadores e que os acordos de taxas continuarão sendo definidos na relação comercial entre…
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