Dia do Idoso: Aos 88 anos, barbeiro segue atuando em salão criado em 1916 após troca de violão por tesouras e navalhas em MG
Destaques01/10/2026 às 09:00
]]> Aos 88 anos, barbeiro segue atuando em salão criado em 1916 Aos 88 anos, o barbeiro Ismar Alves Barbosa, o Biju, segue na ativa atrás da cadeira do salão. O apelido de duas sílabas carrega junto outras duas que atravessaram gerações: Tupy. O nome está na fachada da barbearia inaugurada em 1916 pelo pai de Biju e transformado em um dos estabelecimentos mais tradicionais de Uberaba, no Triângulo Mineiro. Entre tesouras, navalhas e cadeiras que resistiram ao passar do tempo, o Tupy atravessou guerras, crises econômicas, mudanças de costumes e revoluções na moda masculina e feminina sem abandonar a essência que o tornou conhecido. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp A história de Ismar se confunde com a do salão. A trajetória de Biju sempre teve a barbearia por perto, mas o salão não começou com cabelos, espelhos ou espuma de barbear. Ele começou com um violão. Sentado entre objetos que parecem congelados em outra época, Biju sorri ao recordar a origem do negócio da família. A memória o leva para os tempos em que o pai, Osvaldo Barbosa, deixou Sacramento rumo a Uberaba acompanhado dos pais e dos seis irmãos em busca de uma vida melhor. "A primeira coisa que meu pai fez quando chegou aqui foi comprar um violão", contou aos risos. Ismar Alves Barbosa, o Biju Mariana Dias/G1 A aquisição, no entanto, não agradou nem um pouco o patriarca da família. "Meu avô ficou bravo. Eles tinham vindo para trabalhar, precisavam de dinheiro, e ele apareceu com um violão. Parecia uma loucura." A bronca fez Osvaldo tentar desfazer o negócio. Ele caminhou pelo Centro de Uberaba tentando vender o instrumento e recuperar o dinheiro investido, mas ninguém demonstrava interesse. "O povo olhava, admirava, mas ninguém queria comprar", lembrou Biju. Quando já estava prestes a desistir, surgiu uma proposta inesperada. Um homem disse que não tinha interesse no violão, mas ofereceu uma troca: o instrumento por um kit completo de barbeiro. Tesouras, navalhas, escovas e ferramentas de trabalho. Osvaldo aceitou. Ao voltar para casa carregando o equipamento, apresentou ao pai aquilo que seria o começo de uma história centenária. "'Pai, eu não consegui vender o violão, mas um…
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