PF aponta uso de estruturas da Defesa do Consumidor pelo crime organizado no Rio
Rio de Janeiro16/10/2026 às 19:53
]]> As recentes investigações da Polícia Federal que apuram as ligações entre o crime organizado, política e administração pública do Rio apontam que parte das estruturas de Defesa do Consumidor estavam sendo usadas para auxiliar as atividades criminosas, como o vazamento de informações sigilosas. Nesta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou mais uma etapa da operação Unha e Carne, mirando um grupo acusado de montar um cartel de postos de combustíveis e lavar dinheiro nessas empresas. A ação prendeu o deputado estadual eleito Marcio Canella (União), o ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim e outros agentes da Polícia Civil fluminense. No relatório, os delegados da PF ainda apontam que a organização criminosa conseguia informações antecipadas das fiscalizações de postos do grupo dos Procons estadual e municipal da capital. Antes de assaltar e balear idosa no Leblon, criminosos fizeram outras duas vítimas na Zona Sul do Rio Saiba mais: Suspeito de tentativa de latrocínio contra arqueóloga é identificado pela polícia As investigações identificaram comunicações entre o policial civil Pablo Russo e servidores e fiscais vinculados ao Procon Carioca, ligado à prefeitura do Rio, e à Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e ao Procon RJ, ligado ao governo estadual. Em uma conversa obtida pela PF, um advogado repassa a Pablo Russo informações sobre uma fiscalização que ainda seria realizada. Em uma mensagem de áudio encaminhada a Russo em 15 de abril deste ano, o homem avisa: “Amanhã vai ter fiscalização do Procon/Rio em São Gonçalo. Acabaram de avisar Tchetcheco aqui. E aí ele não sabe quais os postos que vão fazer. Mas amanhã de manhã, quando a equipe se encontrar, ele vai pegar a relação e vai me mandar. Mas, de antemão, é pra todo mundo ficar de alerta, tá?” Tchetcheco é o apelido de Luiz Ricardo Estevam Lima, líder comunitário em São Gonçalo. Ele foi coordenador do projeto Balcão do Consumidor, da Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor na cidade. O programa foi suspenso em junho durante investigações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) sobre o contrato, conforme mostrou o GLOBO. Segundo a Polícia Federal,…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.