Perseguição e sete tiros de fuzil: entenda como secretário de Queimados foi morto na Avenida Brasil
Rio de Janeiro21/10/2026 às 09:31
]]> Secretário de Desenvolvimento Econômico de Queimados, o empresário Jefferson Dias da Silva deixou um quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, perto de casa, no início da noite de segunda-feira, e seguiu para a Baixada Fluminense, um caminho que fazia parte de sua rotina. Desta vez, porém, ele não chegou ao destino. Na Avenida Brasil, acabou morto em uma abordagem feita por policiais militares. O carro que dirigia foi atingido por vários disparos após uma perseguição que se estendeu por seis quilômetros. Segundo os agentes da PM, o motorista desobedeceu a sucessivas ordens de parada. O episódio levou o governador em exercício Ricardo Couto a afastar cinco agentes envolvidos no caso. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a morte e apreendeu as armas dos policiais citados. A corporação também analisa imagens das câmeras corporais dos agentes. Ex-vereador de Queimados por três vezes, Jefferson da Linave, como era conhecido, era dono de empresas dos setores de transporte e imobiliário. Tinha 51 anos, era casado e deixou uma filha de 13 anos. A viúva contou à polícia que recebeu uma ligação em que Jefferson disse estar brigando com alguém, mas que não conseguiu compreender o que estava acontecendo. Aviso pelo rádio De acordo com os relatos dos PMs envolvidos, a suspeita em relação ao carro dirigido por Jefferson começou por volta das 20h, quando uma equipe do 22º BPM (Maré) recebeu, via rádio, informações sobre um BYD branco trafegando em alta velocidade. Os agentes localizaram o veículo na altura do antigo Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), em Bonsucesso, onde teriam feito a primeira tentativa de abordagem. Segundo os policiais, o motorista recebeu ordens para desembarcar, mas não obedeceu. Os policiais dizem que começou, então, a perseguição em direção à Zona Oeste. Foram montados dois bloqueios — na altura da Avenida Paris e da Rua Vinte e Nove de Julho, ainda em Bonsucesso —, mas o BYD não teria parado. Um sargento contou ter feito, durante a perseguição, um disparo em direção ao pneu do carro da vítima após ouvir três tiros. Segundo parentes do secretário, a viatura envolvida numa das abordagens era…
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