'Pensei que ia enterrar meu filho', diz mãe de menino de 2 anos que teve parada cardíaca após tomar superdose de remédio controlado
Destaques08/11/2026 às 03:00
]]> 'Está bem', diz mãe de menino de 2 anos que tomou superdose de remédio controlado O menino Anthony Heitor, de 2 anos, teve uma parada cardíaca e passou um dia internado após tomar uma superdose de um remédio controlado em Itamaracá, no Grande Recife. Ele foi levado pela família ao Hospital Municipal de Igarassu, também na Região Metropolitana, e transferido de helicóptero para o Hospital da Restauração, no Centro da capital pernambucana (veja vídeo acima). Em entrevista ao g1, a mãe do garoto, Maria Hozana Silva Fagundes, contou que ele tem autismo e epilepsia e pegou o medicamento sem ninguém ver depois que ela saiu para buscar o almoço. A criança passou mal na manhã da sexta-feira (6) e recebeu alta no fim da tarde do sábado (7). Segundo a família, Anthony tomou uma dose 36 vezes maior do que a recomendada. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Ele passou por um quadro muito grave e reagiu muito bem a tudo. Quando eu cheguei no Hospital de Igarassu, depois da parada cardíaca, eu pensei, mesmo, que ia enterrar meu filho. [...] Só que, depois que foi para o HR, ele teve um quadro de melhora muito grande O medicamento que Anthony tomou tem como princípio ativo a periciazina, substância indicada para quadros de agitação e irritabilidade. Segundo Hozana, ele usa esse medicamento para dormir, em formato de conta-gotas. Ainda de acordo com ela, o menino tinha ficado em casa com a irmã mais velha, uma adolescente de 13 anos. Ele tomou a medicação por volta das 11h. "Dei banho nele e disse assim (para a filha): 'é coisa de 20 minutos, vou pegar o almoço aqui na beira da pista, deixa as portas fechadas para ele não ir para a caixa d'água'. Ele achou a medicação e, quando ela viu, ele já tinha tomado mais da metade de um frasco. É um remédio que ele toma todo dia, mas ele só toma seis gotas", afirmou. De acordo com a mãe, Anthony tem picacismo, transtorno alimentar que faz as pessoas ingerirem substâncias não alimentares ou nutritivas. "Ele come sabonete, se deixar fácil. Desde novinho que ele tem essa síndrome. Então, o remédio, para ele, não é coisa ruim, é coisa boa. Tudo que for de arder, para a gente é ruim, mas para ele é bom. [...] Sempre sou muito ativa,…
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