Ajuste nas contas públicas: o que está na mesa de Lula e o que está fora do radar do presidente
Destaques08/11/2026 às 03:00
]]> Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante 1ª Reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), no Palácio do Planalto, Brasília - DF Ricardo Stuckert Desde o resultado das urnas, que garantiu ao presidente Luiz Inácio da Silva (PT) o seu quarto mandato, ele tem sido pressionado a anunciar o nome que comandará o Ministério da Fazenda. O mercado financeiro reagiu ao resultado da eleição com queda na bolsa de valores e alta do dólar. Com base nas propostas apresentadas e nas declarações de Lula durante a campanha, analistas avaliaram que o petista não priorizaria o ajuste das contas públicas nos próximos quatro anos de governo. Expectativas do mercado As projeções de inflação aumentaram e as expectativas de crescimento da economia caíram. Economistas também passaram a estimar um patamar mais elevado para o dólar. Em entrevista à TV Globo, Lula afirmou que o crescimento da dívida pública é uma preocupação, mas defendeu que a solução para o problema fiscal brasileiro passa pelo estímulo ao crescimento da economia, e não necessariamente por cortes de despesas, especialmente se afetarem a população mais pobre. Interlocutores da equipe econômica do presidente têm dito que o governo fará um ajuste fiscal consistente e gradual para garantir a redução da taxa de juros e a manutenção, no longo prazo, de todas as políticas sociais do governo Lula. Na quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária do Banco Central interrompeu uma sequência de cortes da Selic e manteve da taxa, ampliando a distância do Brasil para o segundo colocado com o maior juro real do mundo. Na quinta-feira (5), o presidente recebeu ministros, ex-ministros e economistas ligados ao governo ou ao PT para ouvi-los sobre eventuais medidas para a economia. Mercado aguarda sinal de Lula sobre ajuste fiscal Sem 'cavalo de pau' Sem cadeira confirmada no quarto mandato de Lula, o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi destacado pela equipe da campanha para falar e sinalizou que não haverá um "cavalo de pau" na economia. Ele tem repetido que o governo eleito quer promover um ajuste da ordem de dois pontos do Produto Interno Bruto (PIB),…
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