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Operar ou esperar? O que pesa na decisão sobre a endometriose

Destaques 29/10/2026 às 17:28
Operar ou esperar? O que pesa na decisão sobre a endometriose
]]> Uma mulher recebe dois conselhos opostos sobre a mesma doença. Um médico diz que, com endometriose, não tem jeito: é preciso operar. Outro diz que cirurgia é o último recurso e que o melhor é esperar. As duas frases são ditas com convicção, e nenhuma delas está certa para todo mundo. A endometriose acontece quando um tecido parecido com o que reveste o útero por dentro cresce fora dele. Nem toda mulher com o diagnóstico precisa de cirurgia. Mas existe o outro lado da decisão: quando há indicação, adiar a cirurgia pode ter um custo alto para a mulher. O que define o caminho é olhar a particularidade de cada caso. O que entra na decisão As diretrizes europeias de 2022 (ESHRE) tratam a cirurgia como uma das opções que devem ser oferecidas para reduzir a dor e danos causados pela doença. Nos casos profundos, dizem que a remoção das lesões pode ser considerada. Ou seja, a cirurgia não é obrigação nem tabu: é uma decisão que se constrói com base em cinco pontos. Sintomas: a dor está controlada ou continua limitando o trabalho, o sono, a vida sexual e a rotina? Extensão da doença: as lesões são superficiais ou profundas, e em quantos locais da pelve estão? Órgãos envolvidos: intestino, bexiga e ureteres atingidos mudam o risco e a urgência. Tratamentos anteriores: o tratamento hormonal foi tentado e não controlou a dor, ou os efeitos colaterais impedem o uso? Objetivos da paciente: controlar a dor, preservar órgãos, engravidar ou parar de depender de remédios. No caso de quem quer engravidar, as mesmas diretrizes dizem que operar a doença profunda antes da fertilização in vitro deve ser guiado principalmente pela dor e pela preferência da paciente. Quando adiar deixa de ser uma boa ideia Quando a dor não responde ao tratamento clínico, quando a doença compromete o funcionamento do intestino ou quando atinge os ureteres, esperar mais deixa de ser prudência. No ureter, a obstrução pode acontecer sem sintomas urinários e lesionar o rim de forma progressiva. Nesses cenários, a pergunta passa a ser como fazer a cirurgia da melhor forma, e não se ela deve ser feita. Quando a decisão é operar, a forma como é feita importa A mesma diretriz recomenda que mulheres com…
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