'Ninguém conseguia prever': chefe da Stellantis admite erro do setor diante da disparada chinesa
Destaques07/10/2026 às 06:00
]]> Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul Divulgação/Stellantis Para Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, a indústria automotiva ocidental “errou” ao avaliar a velocidade com que a eletrificação ganharia relevância no mercado global, o que acabou dando aos chineses o protagonismo no desenvolvimento desses veículos. “A palavra correta é erro. A indústria ocidental errou na leitura de mercado daquilo que poderia se estabelecer em termos de velocidade de avanço de algumas tecnologias. Que o caminho seria eletrificado, todo mundo sabia”, disse o executivo em entrevista nesta terça-feira (6). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O executivo — que comanda na região marcas como Fiat, Jeep, RAM, Leapmotor, entre outras — negou que as montadoras tradicionais tenham subestimado ou ignorado a força da indústria chinesa, mas afirmou que as projeções sobre o avanço dessas marcas não foram precisas. “No ano passado, a participação dos chineses no Brasil acumulada foi de 9%. Esse ano está em 17% e, no último mês, a participação dos chineses superou 25%. Então essa aceleração ninguém conseguia prever desse jeito”, disse. Agora no g1 “Isso está associado a várias coisas que também envolveram, digamos, um erro de leitura, vamos chamar assim, do mercado.” Zola cita outros entraves e erros de avaliação do setor. Segundo ele, durante a pandemia, as montadoras deixaram o desenvolvimento técnico e a pesquisa em segundo plano para priorizar problemas logísticos, como a falta de peças e semicondutores. Afirma também que a indústria automotiva ocidental terceirizou e descentralizou parte da cadeia produtiva, enquanto as montadoras chinesas fizeram o caminho inverso e internalizaram etapas antes realizadas por fornecedores. “O chinês veio basicamente para mostrar que esse caminho estava errado do ponto de vista de competitividade. Eles hoje conseguem obter um nível de competitividade muito maior através da verticalização [da produção].” Reação não é rápida Embora tenha feito um mea culpa sobre os erros das montadoras tradicionais, o presidente da Stellantis também critica as condições de competitividade e a falta de…
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