Na TV Globo, Flávio Bolsonaro nega reversão do fim da 6x1 e Eduardo como chanceler, mas é evasivo sobre cargo para o pai
Rio de Janeiro17/10/2026 às 00:29
]]> Em entrevista na Globo, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) afirmou ter mudado de opinião e decidido apoiar o fim da escala 6x1 por conta da campanha eleitoral. Disse ainda que “não está no radar” oferecer um cargo em um eventual governo ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar. Flávio não descartou de forma taxativa uma participação do pai na sua gestão; por outro lado, negou a hipótese de o irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, assumir o posto de chanceler. Buscando se esquivar de maiores esclarecimentos sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e sobre inconsistências em propostas de ajuste fiscal, o candidato procurou redirecionar essas cobranças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Flávio fez uma série de promessas com apelo eleitoral, como a de não reverter o fim da escala 6x1, cuja emenda constitucional foi promulgada ontem pelo Congresso. Embora se opusesse inicialmente à medida, ele votou a favor no Senado nesta semana, às vésperas do segundo turno. — Rodei o Brasil inteiro, ouvi muitos trabalhadores. Como ouvi que muitos estavam favoráveis ao fim da escala 6x1, eu votei de acordo com a maioria — afirmou. Não vou (reverter). Foi uma decisão do Congresso Nacional. Então, da minha parte, nenhum questionamento. Flávio afirmou que manterá o reajuste acima da inflação do salário mínimo, e a vinculação deste com a correção das aposentadorias, além de manter os pisos de investimento anual em saúde e educação. Questionado sobre como entregar um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões, prometido por seus assessores econômicos, sem mexer nesses três pilares, o presidenciável do PL fez propostas genéricas, como a de cortar dez ministérios, e projetou “receitas novas” com a exploração de petróleo na Margem Equatorial, projetado para só começar na prática em 2033 — depois, portanto, do próximo mandato presidencial. Flávio reafirmou que não disputará a reeleição, mesmo que o mandato seja mantido em quatro anos. Ele alegou ainda que o “maior ajuste fiscal é tirar o Lula”. Em mais de um momento, ao ser instado a explicar propostas e posicionamentos públicos, o candidato optou por criticar o atual presidente. Ao ser…
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