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Mulher relata fuga de cárcere privado após agressor achar que ela estava fraca: 'Pensei: vou morrer'

Mundo 06/11/2026 às 23:09
Mulher relata fuga de cárcere privado após agressor achar que ela estava fraca: 'Pensei: vou morrer'
]]> Mulher relata fuga de cárcere privado: ‘Pensei: vou morrer’ "Ele me pegava pelos cabelos, me batia muito, e me punha para dormir. Dava remédio para dormir. Terrível, porque eu pensei: eu vou morrer." O relato é de uma mulher vítima de cárcere privado que, submetida ao controle do então companheiro, acreditava que não sobreviveria. Segundo a vítima que mora na região de Campinas e preferiu não se identificar, havia muito medo do pior desfecho, uma vez que o agressor tinha muitas facas "por todo quanto era lado". Ela relata que a chance escapar surgiu quando o homem acreditou que ela já não tinha forças para reagir. "Ele achou que eu estava muito fraca e deixou o portão aberto. Foi onde eu saí correndo." Dias depois a fuga, ela voltou ao imóvel acompanhada pela Guarda Municipal para tentar recuperar parte dos pertences que deixou para trás, incluindo objetos pessoais e itens de necessidade básica. No entanto, o homem não abriu a porta. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Quase três meses depois de escapar do cárcere privado, a vítima ainda tenta se recuperar dos efeitos da violência. "Eu pensei que eu não ia conseguir. As dores físicas, eu sentia as pancadas na cabeça. Hoje eu tomo remédio, passo pelo CAPS", disse. Embora as marcas visíveis das agressões tenham desaparecido com o tempo, as consequências emocionais permanecem presentes no dia a dia. "As manchas roxas saem, mas o psicológico fica abalado. Até hoje eu sonho, tenho pesadelo", completou. Os registros de cárcere privado aumentaram no estado de São Paulo; vítima na região de Campinas pensou que iria morrer por conta da violência sofrida Reprodução/EPTV Controle, isolamento e intimidação Especialistas apontam que o cárcere privado praticado em contextos de violência doméstica costuma ser acompanhado por mecanismos de controle, isolamento e intimidação. A vítima passa a ter a liberdade restringida e, muitas vezes, perde o contato com familiares, amigos e redes de apoio, o que dificulta a denúncia e a ruptura da relação abusiva. Segundo Teresinha de Carvalho, especialista em violência doméstica, o agressor frequentemente tenta afastar a mulher de qualquer influência externa que possa…
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