Presidente destituído do Paraguai, Santiago Peña é preso em Assunção
Mundo06/11/2026 às 23:49
]]> O presidente destituído do Paraguai, Santiago Peña, foi preso na noite desta sexta-feira (6) em Assunção. O Ministério Público decretou a ordem de prisão assim que o Senado aprovou, por unanimidade, o impeachment dele. Peña é suspeito de envolvimento em um escândalo financeiro que levou ao fechamento do maior banco digital do país. Em Assunção, os enviados especiais César Menezes e Marcelo Benincassa têm as informações. "Nós estamos aqui na praça que fica exatamente na frente do Congresso, onde o Senado acabou de votar o impeachment do agora ex-presidente do Paraguai Santiago Peña. Imediatamente depois que ele foi destituído, uma grande multidão que está aqui na praça começou a se manifestar. Eles protestam contra o Partido Colorado, que é o partido do ex-presidente e também do vice-presidente, e também pela situação do banco Ueno, porque muitos deles estão com o dinheiro trancado, sem acesso ao dinheiro. Logo depois que o impeachment foi votado, uma sequência de eventos aconteceu. O presidente Peña publicou nas redes sociais que estava deixando o cargo, agradecia e despedia do povo, o que não é bem verdade, porque a carta de renúncia dele não foi aceita. Ele foi retirado por impeachment. E por impeachment, ele não ganha o status de senador vitalício e não ganha imunidade parlamentar. Por isso, logo em seguida, o Ministério Público indiciou o ex-presidente, pediu a prisão dele, e ele está em casa em prisão domiciliar. O vice-presidente assumiu também aqui agora há pouco. Preparamos uma reportagem sobre esse dia frenético", diz o repórter César Menezes. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A sessão que abriu os trabalhos nesta sexta-feira (6) no Senado paraguaio deveria ter começado com a defesa do presidente do país, Santiago Peña. Mas, logo cedo, ele apresentou um pedido de adiamento por 72 horas, alegando que só recebeu a notificação no fim da noite de quinta-feira (5) e não teve tempo suficiente para escolher um advogado de confiança para exercer o direito de defesa. Por 39 votos a 3, os senadores recusaram o adiamento. E quando a sessão foi retomada, dois advogados de Peña se apresentaram. Eles alegaram que o presidente do…
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