MP recorre para aumentar pena de dono do Porsche para 27 anos de prisão por matar motorista de app
Destaques03/11/2026 às 05:00
]]> O empresário Fernando Sastre, que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. Reprodução O Ministério Público (MP) de São Paulo recorreu da condenação de 17 anos, um mês e dez dias de prisão do empresário Fernando Sastre Filho e pediu ao Tribunal de Justiça (TJ) que aumente a pena pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo Viana e pelas lesões gravíssimas sofridas por Marcus Rocha. Na apelação apresentada na segunda-feira (2), os promotores Rodolfo Morais e Lucas Schaefer alegam que houve "erro e injustiça no tocante à aplicação da pena" e defendem uma condenação em "patamar não inferior a 24 anos a 27 anos e dez meses de reclusão". Sastre havia bebido e dirigia o Porsche que bateu a 136 km/h na traseira do Renault Sandero de Ornaldo, na Zona Leste de São Paulo, em 31 de março de 2024. Marcus, então amigo do empresário, estava no banco do passageiro do carro esportivo. Câmeras de monitoramento gravaram a batida (veja no vídeo abaixo). Como foi o julgamento do empresário Fernando Sastre, condenado a 17 anos de prisão A pena atual foi fixada pela juíza Melanie Liesenberg após julgamento que durou dois dias e terminou na última quinta-feira (30), no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. Os jurados reconheceram que Sastre assumiu o risco de matar ao ingerir bebida alcoólica e dirigir em alta velocidade pela Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, onde o limite era de 50 km/h. Ele foi condenado por homicídio qualificado por perigo comum (por colocar outras pessoas em risco), na modalidade de dolo eventual, pela morte de Ornaldo, e por lesão corporal gravíssima contra Marcus. MP quer condenação maior Promotores Rodolfo Morais e Lucas Schaefer. Kleber Tomaz/g1 O recurso representa uma mudança em relação à pena defendida pelo Ministério Público antes do julgamento. Os promotores queriam condenação superior a 20 anos. Após a sentença, entenderam que a dosimetria ficou abaixo do que consideram compatível com a gravidade do caso e passaram a pedir punição maior. Na apelação, a Promotoria afirma que circunstâncias que aumentariam a reprovabilidade da conduta do empresário não foram devidamente consideradas no cálculo da pena. O recurso…
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