Ministro da Previdência Social confirma pedido de R$ 300 milhões para manter análises extras de benefícios em 2027
Rio de Janeiro28/09/2026 às 07:00
]]> O Ministério da Previdência Social (MPS) solicitou um aporte de R$ 300 milhões para manter, em 2027, o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), que paga bônus a servidores e peritos médicos por análises extras de pedidos de benefícios acima da meta de trabalho diária. O valor solicitado, confirmado com a pasta, consta da Proposta de Lei Orçamentária enviada ao Congresso Nacional em 31 de agosto e ainda pendente de aprovação dos parlamentares. INSS: votar nas eleições garante a prova de vida de aposentados e demais beneficiários Entenda: STF julga cobrança de valores diferenciados de planos de saúde para idosos — A gente fez um planejamento do PGB para todo o ano de 2027, considerando peritos e servidores — afirmou Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social. O PGB faz parte de um pacote de medidas adotadas neste ano para reduzir a fila do INSS. A força-tarefa também incluiu os mutirões de fim de semana, o Atestmed — sistema que permite pedir benefícios por incapacidade temporária enviando atestados e laudos médicos pela internet —, a perícia conectada (feita a distância) e a entrada de 500 peritos e 230 assistentes sociais via Concurso Nacional Unificado (CNU). Segundo dados do MPS, o estoque de pedidos parados há mais de 45 dias caiu de 1,88 milhão, em janeiro, para 235 mil, em agosto. Mas a queda de 87% no número pedidos aguardando análise vem acompanhada de um salto nos indeferimentos de benefícios. A média mensal de negativas subiu de 395 mil, de janeiro a maio de 2025, para 668.600, no mesmo período deste ano (alta de 69%). Sobre a possibilidade de erro das análises, o MPS informou os dados da Supertec — sistema de controle de qualidade do INSS — apontam 94% de respostas corretas para os pedidos. — Não estamos indeferindo em massa nem concedendo em massa. Se os critérios são atingidos, o benefício é concedido — afirmou Wolney Queiroz. Pagamento em dobro por erro Um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados prevê que o INSS pague em dobro as parcelas devidas quando negar um benefício por erro ou sem analisar os documentos apresentados pelo segurado. A contagem valeria desde a data do requerimento. De acordo com o Projeto de Lei (PL)…
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