'Minha filha de 13 anos sofreu ofensas racistas, sexuais e religiosas após o resultado das eleições'
Destaques06/11/2026 às 07:00
]]> Estudante recebeu ofensas pesadas após declarar apoio a Lula no Instagram e família abriu boletim de ocorrência junto à polícia AFP via Getty Images Logo após o resultado das eleições em 25 de outubro, uma estudante negra de 13 anos, aluna bolsista de uma escola particular de Belo Horizonte, publicou em sua conta fechada no Instagram uma opinião favorável à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em resposta, a estudante passou a receber uma série de mensagens de texto e áudio com ofensas pesadas, com conteúdo percebido pela família da jovem como sendo racista, de intolerância religiosa, com preconceito de classe e ameaças de teor sexual, incluindo ofensas à mãe, ao pai e à avó da menina. "Filha de Exu, elite do Candomblé, o Zé Pilintra é seu pai", dizia um dos agressores, segundo áudios aos quais a BBC News Brasil teve acesso. "Sua pobre desgraçada, minha casa vale R$ 10 milhões, vale mais que sua alma inteira", dizia outro. Muitos dos áudios têm linguagem ofensiva demais para serem reproduzidos nesta reportagem, incluindo aquelas que citam diretamente Lula. A família também relata que um dos garotos teria enviado uma foto de suas nádegas à estudante. Segundo a família, as mensagens foram enviadas através da conta de Instagram de um colega de classe da garota, além de outros dois adolescentes que não estudam na mesma escola. As mensagens foram posteriormente apagadas, mas registradas antes disso pela mãe da menina. Agora no g1 "Eu fiquei indignada, não estava acreditando que estava vendo tanta coisa vinda de uma criança – porque, para mim, são crianças ainda", diz a mãe da estudante, cuja identidade será preservada. "Fiquei muito impactada com as falas deles, com as agressões verbais contra mulheres, porque teve outra colega de sala com quem eles também fizeram isso", afirma. A mãe conta que, além de registrar as ofensas, respondeu na hora aos agressores através da conta de Instagram da filha. "Eu falei que o que eles estavam fazendo com ela teria punição, que era para respeitá-la e me respeitar também, porque eles não me conheciam para falar da minha classe social, da nossa casa, do bairro onde a gente mora. Eu pedi respeito", relata. A mãe registrou um…
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