'Maternidade arrancada': como brasileira define sentimento na luta para recuperar filho levado ao Egito
Destaques24/10/2026 às 08:00
]]> Brasileira diz não ver saída para recuperar filho levado há 4 anos ao Egito "Eu não sei o número que meu filho veste, o número que meu filho calça, o desenho favorito dele, o que ele gosta de comer. É como se a minha maternidade tivesse sido arrancada." A frase da brasileira Karin Rachel Aranha Toledo traduz a dimensão da perda que ela vive desde setembro de 2022, quando o filho Adam, então com 4 anos, foi levado pelo pai para o Egito sem sua autorização. Quatro anos depois, mesmo após obter decisões favoráveis da Justiça brasileira e egípcia, Karin continua sem recuperar o filho e, exausta, diz que não consegue enxergar quais caminhos ainda restam para recuperar o menino. Às vésperas de o menino completar 8 anos, a moradora de Campinas (SP) afirma que a parte mais dolorosa da separação não está apenas na distância física, mas em tudo o que deixou de acompanhar durante a infância do filho. "Mês que vem o Adam faz oito anos. Quatro anos não são quatro dias, são quatro anos perdidos", desabafa. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Karin relata que perdeu referências simples do cotidiano da criança e teme que o tempo esteja apagando um vínculo que ela luta para preservar desde o início da disputa internacional. "Eu espero que um dia o Adam saiba que ele tem mãe. E que ele teve uma mãe que lutou a todo momento para estar com ele." A sensação de impotência se soma ao desgaste acumulado em quatro anos de tentativas para recuperar o filho. "Eu tentei de tudo, eu fiz de tudo e eu consegui tudo. E, no fundo, eu não consegui nada", afirma. Além do impacto emocional, Karin calcula ter gasto mais de R$ 500 mil com as tentativas de recuperar o filho. O valor inclui despesas com advogados, deslocamentos e procedimentos necessários para acompanhar os processos judiciais. A brasileira Karin Rachel Aranha Toledo, de Campinas (SP), tenta reaver o filho, Adam, que foi levado sem autorização pelo pai ao Egito desde 2022. Bárbara Camilott/g1 | Reprodução/Redes sociais 🔎 Relembre o caso O caso começou em setembro de 2022, quando o pai levou o menino, então com 4 anos, do Brasil para o Egito. Desde então, Karin não voltou a ver o filho e passou a travar…
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