Marcelo de Lima Henrique curte vida nova e lembra relação com torcidas: "Todas odeiam"
Esportes24/10/2026 às 10:15
]]> Marcelo de Lima Henrique: histórias, polêmicas e o futuro do ex-árbitro da CBF Vaias, protestos e insultos dentro ou fora de campo nunca abalaram Marcelo de Lima Henrique. Por mais de três décadas, o agora ex-árbitro transmitiu a imagem de autoridade em jogos pelo continente sul-americano. O último trilar do apito veio aos 54 anos, no duelo entre Fortaleza e Ceará, pela 28ª rodada da Série B, no dia 13 de setembro. Marcelo de Lima Henrique encerrará carreira em 2026 Após 32 anos dedicados à arbitragem, Marcelo pendurou o apito dos jogos oficiais da CBF. Nem ele mesmo esperava que a última “valsa” viesse em grande estilo: um Clássico-Rei decisivo pela Segundona de 2026, com mais de 38 mil torcedores na Arena Castelão. O profissional do apito entende bem o papel que exercia dentro das quatro linhas. De Lima destaca que os profissionais precisam sair da bolha e não se sentirem “donos do jogo”. Daí surge a necessidade de humanizar cada vez mais os personagens do espetáculo. — O árbitro é um servidor do futebol. A razão de estar ali é o futebol, não é o futebol que está ali para mim. Eu tenho que preservar o jogo, preservar o craque, e fazer com que as novas gerações entendam essa paixão. Estamos ali para servir, não para ser o ator principal — avalia Marcelo de Lima Henrique. Marcelo de Lima Henrique apitou o Clássico-Rei pela 28ª rodada da Série B de 2028 Thiago Gadelha/SVM Mesmo após encerrar a carreira como árbitro, Marcelo faz questão de guardar segredo sobre seu time de coração. Assim como um juiz togado, que não escolhe lados no julgamento, o profissional precisava ser imparcial para evitar ilações sobre equívocos do passado dentro de campo. Ele ressalta que os torcedores ainda não têm maturidade suficiente para saber por quais cores bate o coração de um profissional da arbitragem. Obviamente que o Marcelo não veio de Marte. Eu fui garoto, joguei futebol na rua, torci para um time na infância. Quando a gente se profissionaliza, a paixão fica recolhida, guardada em casa. Quando estamos vendo um jogo, sim, a gente torce um pouquinho, mas não pode externar. Nem o vizinho pode saber, senão dá problema." Carinho dos torcedores? Ao confirmar ou anular um gol, ou…
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